Artigos em Destaque

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

o Eu e a garrafa sem fundo

No estudo da estratégia, se diz que os grandes mestres de estratégia trabalham com o princípio da ausência do ego. Se as pessoas não tivessem ego, não haveria luta entre elas. Se, por exemplo, você tem um profundo apego por chocolate, quem na verdade tem esse apego? O seu “eu”, que é o seu ego. Com a ausência do ego, não vai existir o apego ao chocolate. Nesse caso, você poderia até comer o chocolate, mas não teria apego a ele, não seria viciado. Apego é aquilo que você quer. Mais do que isso. É algo que você não consegue deixar de querer. Em outras palavras, apego é vício.
Nós somos viciados em inúmeras coisas. Existem pessoas que são viciadas, por exemplo, em cuidar de outras pessoas. Existem aquelas viciadas em coca-cola, em dinheiro, em ideologia, em sexo e em inúmeras outras coisas. Todos nós temos alguns vícios, de níveis e tipos diferentes. E existem vícios que, normalmente, nem são percebidos como vícios.
Como você poderia não ter vícios? Não tendo um ego, não tendo um “eu”. Se você não tem esse “eu”, como poderia ficar viciado em algo? A ausência do ego faz com que você se torne vazio e, se você é um vazio no sentido da quietude interior (a quietude interior faz com que nos tornemos vazios por dentro), você deixa de ser um alvo para o outro. A ausência do ego coloca seu espírito em estado de quietude, de transparência. Se o arqueiro atira uma flecha no vazio, em que ele vai acertar? Em nada. Então, se você esvazia seu coração, toda força que o seu adversário mandar na sua direção, por mais perversa que seja, não irá acertar em você.

Muitas vezes, você está numa festa ou num lugar público e percebe que, quando vira de costas, uma determinada pessoa dirige a você um olhar insistente e negativo. Você, então, poderia lançar mão de uma técnica muito usada por taoístas nessa situação: respirar umas duas ou três vezes prestando atenção ao ritmo da sua respiração para que ela fique tranqüila; não deixar transparecer no rosto nem nas atitudes externas que percebeu o que está acontecendo; e começar a esvaziar seu interior, imaginando que você todo está se tornando um vazio, restando do seu corpo apenas uma silhueta.
Nessa hora, a energia desconfortável daquele olhar vai passar por você como se estivesse passando por um vazio. Algum tempo depois, você vai notar que aquela pessoa está começando a sentir um cansaço imenso, e vai ficar cada vez mais cansada até desistir de olhar para sua direção.
Mas se você receber esse olhar e, por não estar esvaziado, for atingido por ele, ou seja, se a pessoa conseguir acertar você com aquela energia perversa, essa mesma energia vai voltar para ela e realimentá-la.
No caso contrário, se o olhar dela não conseguir acertar você, ela vai estar, apenas, jogando energia fora. É como se ela estivesse atirando no vazio: as balas do revólver vão acabar e ela não terá acertado em alvo algum, em nada.
Essa técnica de esvaziamento é muito fácil de ser praticada. Ela é muito usada para você não precisar lutar contra a pessoa que está dirigindo a energia perversa para você. E praticando esta técnica você vence a energia perversa sem precisar lutar contra a pessoa que a lançou.
Se essa pessoa ficar usando sua força contra o espaço, vai acabar se cansando. É como dar socos no ar: a pessoa vai se cansar e terminar por ser derrotada por si mesma sem que você, que praticou a técnica do esvaziamento pela respiração, precise sacar uma arma para brigar com ela.
Esse é exatamente o ensinamento de como vencer uma ação através da não-ação. Vencer o ataque através do vazio é o primeiro fundamento da estratégia da guerra, ou seja: trabalhar com a ausência do ego.
Raciocine desse modo: se eu não existo, quem poderia estar me atingindo? Mas é preciso tomar cuidado porque ausência de ego não significa não tomar uma atitude quando ela for necessária.
Se você não tiver ego, mesmo que alguém tente lhe ofender, não vai conseguir porque o eu não existe e, portanto, você não pode ser aquilo que a pessoa disse ser. Ela não vai estar falando sobre você – então, vai estar falando sozinha, sem conseguir lhe ofender. No entanto, isso não pode ser um mecanismo de convencimento intelectual. Isso tem de ser o resultado de um esvaziamento interior, de um esvaziamento do eu.
Mas como a ausência do eu é demonstrada na prática, na vida cotidiana? Por meio da tolerância, da aceitação e do coração esvaziado. Uma pessoa que não seja tolerante, acaba por preencher rapidamente o seu limite. Até mesmo popularmente, quando alguém não consegue aceitar mais nada, adota uma expressão facial que demonstra que seu limite foi atingido: “Eu estou cheio, não tenho mais capacidade de tolerar isso, não vou mais tolerar isso”, é o que costuma dizer quem acaba por preencher rapidamente seu limite.
Numa situação como essa, nós nos tornamos “cheios” porque temos um limite que funciona como uma espécie de fundo de garrafa – ou fundo de copo –, que vem a ser, exatamente, o nosso ego. O ego humano é o fundo do nosso copo, da nossa garrafa. O ego faz com que nossa vida, mesmo que seja parcialmente esvaziada, tenha um limite. E a suprema abundância só é adquirida quando nós retiramos esse fundo da garrafa. Desse modo, tudo entra e tudo sai pela garrafa sem fundo e, por isso, a suprema abundância não se esgota.
Um mestre antigo dizia que nós deveríamos saber receber tudo o que vem do mundo e repassar tudo de volta para o mundo. Dessa maneira, a nossa vida torna-se algo vazio e esse vazio permite que a vida flua dentro de nós. É desse processo que vem a alegria sem euforia e a tristeza sem depressão. Vêm coisas saborosas e amargas, e tanto umas quanto outras entram e saem de nós como se estivessem sendo derramadas numa garrafa sem fundo.
Assim, a nossa capacidade tanto de receber quanto de dar nunca termina e, com isso, a vida se torna mais leve porque, nesse momento, deixamos de fluir na vida para deixar a vida fluir em nós. A partir dessa hora nós nos transformamos e ficamos como se fôssemos um tubo por onde a água, que simboliza a vida, passa por nós e vai adiante, fluindo sem parar porque não existe um fundo, um limite que a represe.
De modo contrário, se nós tivermos um fundo, como uma garrafa ou um copo, a água não vai fluir. Ela vai encher essa garrafa até seu limite, depois transbordar, e terminar levando o copo ou a garrafa junto com ela, em vez de passar e sair. Então, a pessoa que tem o ego muito forte é levada pelo destino, em vez de permitir que o destino ou a vida passe por ela.
Quanto mais esvaziados o copo ou a garrafa, mais a água vai fluir e passar dentro de nós, mais o destino vai passar por nós, e seremos donos desse destino. Quanto menos esvaziados, mais obstáculos a água vai encontrar para fluir dentro de nós e, nesse caso, os papéis serão invertidos: nós vamos passar por dentro vida e ela é que será a dona do nosso destino.
Precisamos nos esvaziar para podermos nos tornar receptivos. Sendo receptivos, podemos de fato abraçar todas as coisas e, ao mesmo tempo, permitir que todas as coisas se desenvolvam e se transformem de modo natural e fluido.

O homem iluminado é o que possui a abertura interior.

Wu Jyh Cherng

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Seja Autêntico...

Sinceridade significa autenticidade – ser sincero, não ser falso, não usar máscaras. Qualquer que seja o seu rosto verdadeiro, mostre-o, custe o que custar.

Lembre-se: isso não significa que você tenha de desmascarar os outros; se eles estão felizes com as mentiras deles, compete a eles se decidir. Não desmarcare ninguém, porque as pessoas são como são... seja verdadeiro consigo mesmo. Não é preciso que você corrija ninguém no mundo. Se você puder crescer sozinho, será o bastante. Não seja um reformador e não tente dar lições aos outros, não tente mudar os outros. Se você mudar, será o bastante como mensagem.

Ser autêntico significa permanecer verdadeiro consigo mesmo. Como permanecer verdadeiro? Lembre-se sempre de três regras. Uma, nunca dê ouvidos a ninguém quando dizem o que você deve ser. Ouça sempre a sua voz interior, o que você gostaria de ser; do contrário, vai desperdiçar sua vida inteira...

Preste atenção: a coisa mais importante é o seu ser. Não deixe que os outros manipulem você – e eles são muitos; todo mundo está pronto para controlar você, para mudar você, para lhe dar uma orientação que você não pediu. Todo mundo quer ser o guia da sua vida. O guia existe dentro de você; você tem o plano.

Ser autêntico significa ser sincero consigo mesmo...

O motivo pelo qual todo mundo parece tão frustrado é que ninguém ouve a própria voz... ouça sempre sua voz interior, e não ouça mais nada. Existem mil e uma tentações ao seu redor, porque muitas pessoas estão mascateando as suas coisas. É um supermercado; o mundo, e todo mundo nele está interessado em vender as próprias coisas a você. Todo mundo é um vendedor. Se der ouvidos a muitos vendedores, você vai ficar louco. Não dê ouvidos a ninguém, simplesmente feche os olhos e ouça sua voz interior. É para isso que existe a Meditação: para ouvir a voz interior.

A segunda regra mais importante – só se você cumprir a primeira regra poderá cumprir a segunda – nunca use uma máscara. Se estiver com raiva, mostre a sua raiva. É perigoso, mas não sorria, porque isso é ser falso. Mas lhe ensinaram que, quando você está com raiva, deve sorrir. Então seu sorriso torna-se falso, uma máscara – simplesmente um movimento dos lábios e nada mais. O coração está cheio de raiva, veneno, e os lábios sorrindo: você se torna um prodígio de falsidade.

Então também se manifesta uma outra reação: quando você quer sorrir, não consegue sorrir. Todo seu mecanismo está de cabeça para baixo porque, quando queria ficar com raiva, você não ficava; quando queria odiar você não odiava. Então você quer amar; de repente, você descobre que o mecanismo não funciona. Então você quer sorrir, você precisa forçar o sorriso. Realmente, o seu coração é todo sorrisos e você quer dar uma boa risada, mas não consegue rir... o sorriso não sai, ou ate mesmo, se sair, será um sorriso apagado e sem graça. Ele não deixa você feliz, você não se entusiasma com ele. Você não irradia nada.

Quando quiser ficar com raiva, fique com raiva. Não há nada errado em ficar com raiva. Se quiser rir, ria. Não há nada errado em dar uma risada. Pouco a pouco você vai ver que todo seu organismo voltou a funcionar direito... não use máscaras; do contrário você vai criar disfunções no seu mecanismo, bloqueios. Existem muitos bloqueios no seu corpo. A pessoa que reprime a raiva fica com a mandíbula bloqueada. Toda a raiva vai para a mandíbula e pára ali. As mãos ficam feias; elas não têm o movimento gracioso de um bailarino, não, porque a raiva chega aos dedos e os bloqueia. A raiva tem duas saídas para ser liberada: uma são os dentes, a outra são os dedos.

Se você reprime alguma coisa, existe no seu corpo alguma parte correspondente à emoção. Se você não quer chorar, os seus olhos vão perder o brilho... porque as lágrimas são necessárias; elas são um fenômeno muito vivo. Quando uma vez ou outra você deixa as lagrimas correrem – quando você realmente chora, você chora de verdade, e as lágrimas começam a correr dos seus olhos – os seus olhos se limpam, se revigoram, recuperando a juventude e a pureza.

Lembre-se: se não puder chorar sinceramente, você também não poderá rir, porque essa é a outra polaridade. As pessoas que conseguem rir também conseguem chorar; as pessoas que não conseguem chorar não conseguem rir.

E a terceira regra sobre a autenticidade... permaneça sempre no presente, porque tanto do passado quando do futuro é que vêm todas as falsidades. Porque o que passou, passou; não se preocupe com isso e não carregue como um fardo; do contrário isso não vai permitir que você seja autêntico em relação ao presente. E tudo que não aconteceu ainda não aconteceu. Não se incomode sem necessidade com o futuro, do contrário ele cairá sobre o presente e o destruirá. Seja verdadeiro em relação ao presente; então, você será autêntico. Nem passado, nem futuro – o momento é tudo. O momento é a eternidade inteira.

Siga essas três regrinhas e você vai conseguir ser sincero, verdadeiro, autêntico. Então, tudo o que você disser será verdade. Comumente, você pensa que precisa tomar cuidado para dizer a verdade; não é isso o que eu estou dizendo. Estou dizendo: crie autenticidade e tudo o que você disser será verdade.

A verdade não é uma coisa lógica. Por verdade eu quero dizer a autenticidade do ser; sem impor nada que você não seja, apenas sendo o que você é, independentemente dos riscos, nunca se tornando um hipócrita. Se você está triste, fique triste. Esta é a verdade; não a esconda. Não exiba um sorriso falso no rosto, porque esse sorriso falso cria uma divisão em você.

Quando você está com raiva e não demonstra a raiva... é porque tem medo de que essa demonstração prejudique a sua imagem, porque as pessoas pensam que você é compreensivo e dizem que você nunca fica com raiva. Elas gostam disso e isso é tão gratificante para o ego. Agora, ficar com raiva vai prejudicar a sua linda imagem; assim, em vez de prejudicar a imagem, você reprime a raiva. Você está fervendo por dentro, mas por fora continua compreensivo, bondoso, polido, doce. Aí acontece a divisão. As pessoas produzem essa divisão durante a vida inteira; então a divisão se torna absolutamente estabelecida. Mesmo quando você está sentado sozinho e não há ninguém por perto, e não há necessidade de fingir, você continua fingindo; isso se tornou um hábito arraigado e automático... Então, não é uma questão de ser verdadeiro ou falso; isso acabou por se tornar um hábito...

Por verdadeiro eu quero dizer não fingir. Seja exatamente o que você é – num momento você está triste... e no momento seguinte, se você ficar feliz, não há necessidade de continuar triste – porque também lhe ensinaram a ser sempre coerente, a permanecer coerente...

Assim, não é só quando está triste que você finge sorrisos; quando você quer sorrir, também finge tristeza por causa da idéia completamente estúpida de permanecer coerente. Cada momento tem a sua característica peculiar, e nenhum momento precisa ser coerente com nenhum outro momento. Assim, não é preciso se preocupar com a coerência. Ninguém que se preocupe com a coerência vai se tornar falso porque apenas mente com coerência. A verdade está sempre mudando. A verdade contém suas próprias contradições – e essa é a substância da verdade, essa é a sua vastidão, essa é a sua beleza.

Portanto, se você está se sentindo triste, fique triste – sem nenhuma censura, sem nenhuma avaliação como sendo bom ou mau. Não se trata de ser bom ou mau; isso simplesmente acontece. E quando acontece, deixe acontecer. Quando você começar a sorrir de novo, não se sinta culpado só porque há pouco estava triste; então, como pode sorrir? Quando estiver feliz, seja feliz; não há necessidade de fingir nada.

... Cada momento tem uma realidade atômica: ele é descontínuo em relação ao momento anterior e não está ligado ao momento futuro. Cada momento é atômico. Os momentos não se seguem uns aos outros em seqüência; eles não são lineares. Cada momento tem a sua própria maneira de ser e você deve ser isso, nesse momento, nada mais. É isso o que realmente é considerado como verdade.

Verdade significa autenticidade, verdade significa sinceridade. A verdade não é uma coisa lógica. Ela é um estado psicológico de ser verdadeiro – não verdadeiro de acordo com algum ideal, pois, se houver um ideal, você vai se tornar falso.

O homem verdadeiro não tem ideais. Ele vive momento a momento; ele sempre vive como se sente no momento. Ele é completamente respeitoso em relação aos próprios sentimentos, às próprias emoções, aos próprios humores. E isso é o que eu quero que as pessoas sejam: autenticas, verdadeiras, sinceras, respeitosas em relação à própria alma.

Osho

Gratidão...

A primeira coisa é aceitar a vida como ela é. Aceitando-a, o desejo desaparece. Aceitando a vida como ela é, a tensão desaparece, o descontentamento desaparece; aceitando-a como ela é, a pessoa começa a sentir-se muito alegre – sem nenhum motivo aparente!
Quando a alegria tem um motivo, esta não vai durar muito tempo. Quando alegria é sem razão, ela vai estar aí para sempre.

A pessoa inteligente vive alegremente, contente, seja qual for a situação em que esteja. Seja o que for que tenha, ela vive alegremente, grata, agradecida. Sua alegria não é dependente de nada, de nenhuma outra causa. Sua alegria é sua compreensão interna – a compreensão de que a pessoa jamais atinge a alegria a partir do externo, que a partir do desejo a pessoa sempre chega às lágrimas. Ao ver essa natureza do desejo, seu desejo desaparece. E viver sem desejo é viver em contentamento, é viver sem nenhum anseio por mais. Então, seja o que for que exista, é mais do que suficiente.
 
A partir do momento em que uma pessoa é capaz de ser grata tanto pelo sofrimento quanto pelo prazer, sem qualquer distinção, sem nenhuma escolha, apenas sendo grato por aquilo que lhe é dado... Porque se foi dado por Deus, deve haver uma razão para isso. Podemos gostar ou podemos não gostar, mas isso deve ser necessário para o nosso crescimento.

Inverno e verão são ambos necessários para o crescimento. Uma vez que essa idéia se fundamenta no coração, então cada momento de vida é um momento de gratidão. Deixe que isso se torne sua meditação e sua oração: Agradeça a Deus por cada momento: pelos risos, pelas lágrimas, por tudo. Assim você verá surgir um silêncio em seu coração que você não conhecia antes. Isso é o êxtase.

Ou você vive em desejo ou você vive em gratidão: lembre-se disso. O homem que vive em desejo não pode ser grato, ele pode somente reclamar e reclamar. Ele sempre terá algum rancor contra a existência. Mas o homem que não tem nenhum desejo, tem somente gratidão.

Osho

Quem é você?

Como, normalmente, as pessoas procuram saber quem são? fazendo descrições do tipo “eu me chamo Fulano, tenho um temperamento A, um comportamento B e uma reação C, etc.”. O que essa pessoa está dizendo não é exatamente o que ela é porque você não é um temperamento, o temperamento A não é você, ele não faz parte da sua verdadeira essência, da sua verdadeira identidade. Isso é como você olhar para a luz do sol através de uma lente marrom e concluir que a luz do sol é marrom ou que a sua visão é naturalmente marrom, quando nós sabemos que nem a sua visão, nem a luz do sol são marrons. A lente que está se interpondo entre a sua visão e aquilo que você está vendo, a lente que está distorcendo a sua visão representa os temperamentos diversos que as pessoas possuem: eles não são a pessoa, como a lente não é você; o temperamento que você “tem” não é você, seu comportamento e suas reações também não são você. Então, quando você diz “se alguém me acusa de ser um picareta eu fico logo irritado e a minha primeira reação é agredir a pessoa”, isso que você está descrevendo também não é você. Esse “eu” que fica irritado e reage com agressividade não é você, esse “eu” é o seu ego. Lu Tzu, que escreveu o “Segredo da Flor de Ouro”, dizia para seus discípulos: “antes do eu, quem sou eu? depois do eu, quem sou eu?”

Então, se temperamento não é você, comportamento não é você, a “forma de ser” não é você, o que você “pensa” que você é também não é você, qualquer coisa que você possa definir como sendo você, na verdade não é você, se nada disso é você, o que, então, é você, o que é o “verdadeiro eu”? o verdadeiro eu não poderia ser interpretado porque não possui forma, ele é algo transparente, é uma consciência translúcida, que não tem forma, não tem imagem e está além da linguagem. Esse “verdadeiro eu” não poderia, nem mesmo, ser chamado de “eu” porque ele é um “eu universal”, ele é o verdadeiro espírito do homem e a razão de todas essas interpretações erradas é que esse verdadeiro espírito do homem é como uma pérola luminosa que normalmente está tão coberta de poeira que sua luz não consegue resplandecer. Para ver o brilho dessa pérola, você precisa tirar antes a poeira da superfície, ou seja: para conseguir chegar à iluminação, para conseguir resgatar sua consciência verdadeira, que é a sua verdadeira identidade, primeiro você vai precisar saber que tudo aquilo que você supõe que você é, na verdade não é o que você é, na verdade tudo isso corresponde à poeira que está impedindo a pérola, que é a sua consciência, de resplandescer.

Todos nós somos apegados à nossa identidade e essa identidade é como se fosse uma couraça que temos dificuldade de tirar.

Quando uma pessoa fica doente é porque atraiu energias perversas, invejas, pensamentos negativos e o que atrai isso tudo são o seu corpo ilusório, sua energia ilusória, sua identidade ilusória. Essa identidade ilusória é exatamente aquele “eu” que você pensa que é. Todos nós somos apegados à nossa identidade e essa identidade é como se fosse uma couraça que temos dificuldade de tirar, é como se fosse uma poeira que já tivesse virado uma casca grudada em cima da pérola, impedindo o seu brilho original de aparecer, sob qualquer ângulo pelo qual a pérola fosse observada. Você, então, quando olha para a pérola passa a não encontrar a luz original da jóia; você encontra, no seu lugar, uma casca colorida: umas mais azuis, outras mais puxadas para o vermelho, outras para o amarelo; umas com uma característica mais vaidosa, outras com característica mais invejosa, outra mais irada, outra mais depressiva e outras que têm todas essas características juntas e misturadas. Essa, portanto, é exatamente aquela massa que encobre a verdadeira luz do espírito, que vem a ser a pérola espiritual que está dentro de nós. Então, a partir do momento em que você passa a identificar essa casca externa como se ela fosse você mesmo, absorvendo como suas as características dessa casca, começa a atrair os tipos diferentes de energia para você.

Uma pessoa que tem uma tendência de ira, revolta, diz: “meu temperamento é assim: eu sou justiceiro e se alguém me diz alguma coisa injusta eu fico muito irado e sou capaz de matar quem pratica a injustiça”. Essa pessoa pensa que sua natureza é aquela, que ela é irada por natureza, mas aquilo que ela pensa que representa a sua essência vem a ser aquela “casca”, que nesse caso apresenta-se de uma forma irada. Essa casca é que foi chamada, no texto, de “corpo do ego”, ou seja: corpo do ego é o temperamento, a característica própria que o ego tem. Supondo-se, então, que a sua característica seja predominantemente irada, você vai atrair uma série de energias que vão convergir para a sua ira, é como se a sua ira se tornasse um ímã. É comum, inclusive, você ouvir dizer, por exemplo, que pessoas “brigonas” estão sempre atraindo brigas porque elas estão sempre “prontas” para uma briga, estão sempre procurando uma briga, olhando para os lados já pensando em provocar uma briga, investigando o que está à sua volta para ver se conseguem brigar com alguém. Isso é o que os taoístas chamam “corpo do ego”, que vem a ser, exatamente, aquele temperamento que habita em você e atrai as coisas do mundo externo para a sua manifestação.

Uma pessoa que tenha um comportamento irado vai atrair um tipo de energia que vai se alojar no seu corpo emocional, mental ou energético, que vai se alojar numa determinada região do seu corpo, fazendo com que essa parte do corpo adoeça. Por exemplo, a ira atrai muita energia perversa para seu fígado e vesícula e normalmente isso gera muito problema nesses órgãos. Essa energia perversa também traz desequilíbrio e desarmonia em escala menor, com uma série de sintomas nas regiões do corpo relacionadas a esses dois órgãos, como por exemplo enxaqueca, torcicolo, calores, rouquidão, garganta inflamada, etc. Dessa forma, você fica doente porque cultiva e desenvolve uma identidade egóica, que é a do corpo do seu ego. Portanto, se você cultuar essa identidade egóica vai atrair energia perversa e doenças que vão se alojar no seu corpo e trazer sofrimentos para você. Por isso, Mestre Dzen-I diz que uma pessoa que fica doente deveria observar qual a origem da sua doença. Se você tem um ego forte, se você tem um apego profundo numa identidade ilusória do seu ser e não consegue se desapegar da sua forma, da sua personalidade, do seu temperamento, das suas idéias, se você não consegue alcançar a quietude e a transparência, automaticamente vai contrair enfermidades.

Wu Jyh Cherng

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Sentar no silêncio

Quanto mais uma pessoa pratica meditação, quando alcança a serenidade interior, mais calma fica.

Tanto que quando acontecem situações extremas, como raios, trovões, barulhos e ameaças, consegue encará-las com mais tranqüilidade exatamente por ter essa tranqüilidade em seu interior. Com isso, vai conseguir se sair melhor em situações extremas.

Nas escolas orientais de Artes Marciais, por exemplo, é comum o mestre mandar seus discípulos treinarem não só a arte marcial, mas também praticarem a meditação durante 15 ou 20 minutos por dia, porque a meditação traz serenidade interior – o que significa redução da insegurança e impulsividade. Dessa forma, o discípulo passa a ter serenidade para olhar e encarar as coisas sem que seu coração fique estremecido.

A meditação, então, permite ao praticante ter mais serenidade para lidar com as situações da vida. É comum, inclusive no meio empresarial, industrial ou executivo, a aplicação dessa prática da meditação durante um curto período do dia para alcançar um efeito terapêutico, já reconhecido no Ocidente: os executivos passam a ter mais tranqüilidade, concentração e disposição para enfrentar uma vida estressante de disputas de mercado.

No Ocidente, meditar significa pensar, questionar, refletir e isso é o contrario do sentido que se dá à palavra meditar no Oriente. Na meditação que chamamos “tipicamente oriental”, você entra na quietude interior, e nesse estado deixa de pensar, questionar e fazer reflexões. Essa quietude não é sinônimo de vazio, de vácuo ou de ausência. Pelo contrario, é um estado em que você rompe as limitações do mundo sensorial, rompe a barreira do mundo físico e, por não estar mais ligado a esse mundo, consegue ir para um universo que está alem do sensorial, do pensamento, da forma, do corpo e da matéria. Nesse estado, então, você consegue se conectar com uma dimensão muito maior do ser e a sua consciência começa a se ampliar.

Através da profunda quietude podemos renovar nossa consciência, através do não pensar podemos eliminar pensamentos negativos, neurótico, etc. Jamais conseguiremos jogar fora nossas neuroses e nossos pensamentos através do próprio pensar; nós só conseguiremos fazer isso não pensando.

Pensamento e emoção acontecem automaticamente dentro de nós. Ou seja: nem sempre você consegue deixar de pensar em coisas que não deseja, porque os pensamentos independem da vontade. Uma pessoa com grande força de vontade, equilíbrio e estabilidade emocional, consegue ter pensamentos mais serenos, ou nem pensa coisas desagradáveis, porque sabe se controlar. Mas outra pessoa, com menor grau de serenidade interior e menos força de vontade, não consegue ter domínio sobre seus pensamentos e muitas vezes, devido à falta de autocontrole, os pensamentos são negativos e neuróticos. Essa pessoa, apesar de saber que esses pensamentos não são bons, e apesar do seu desejo de interromper este fluxo, não consegue deixar de pensar, não consegue deixar de se aborrecer. Mas a pratica de meditação normalmente permite que ela alcance um estágio em que tenha menos esse tipo de pensamento e, quando se manifestarem, sejam mais harmonizados. Com o tempo, ela não pensa mais em coisas que deseja e que não lhe fazem bem.

Então, com a prática de meditação você consegue chegar à serenidade interior. E com a serenidade interior, você consegue enxergar melhor as coisas. Isso é expansão da consciência. Quando você está com a cabeça muito tumultuada não consegue ouvir nem enxergar direito o que está à sua volta. Mas quando há menos ruído e tumulto, você pode pensar, raciocinar, escutar, enxergar e compreendes melhor tudo ao seu redor. Por isso, através da quietude, você consegue adquirir a expansão da consciência.

A quietude não é o fim, o objetivo, o estágio final de uma caminhada espiritual, e sim o inicio dessa “grande viagem”, o aprofundamento da viagem. É preciso chegar a esse ponto onde a mente está completamente esvaziado, em profunda quietude, para conseguir abrir a chamada “Porta do Mistério”. Abrindo essa porta, você se conecta com todas as manifestações e sinais de vida do Universo, adquire a consciência universal, a força e a vitalidade do Espírito Universal, se torna uma pessoa mais universal, mais afetuosa, mais consciente. Isso é a expansão da consciência.

O Universo manifestado é extremamente grandioso. Nele estão contidos infinitos universos e infinitas dimensões. São mundos paralelos, diferentes, sutis. É preciso estar no estágio de profunda quietude para perceber a existência destas manifestações, existências e universos, para receber as autênticas revelações e as autênticas inspirações. Mas você precisa estar na profunda quietude para ir além do universo manifestado, ir para o anterior desse universo, que é múltiplo e misterioso, ir para a origem de todas as coisas, para o próprio vazio que permite a existência do universo. Quem alcança esse estado alcança então o Absoluto, que no taoísmo também é chamado de Tao.

Todos os pensamentos, imagens, visões, mesmo que se tratem de manifestações místicas ocorridas antes do estágio da profunda fixação, ainda estão no mundo do subconsciente, do inconsciente, dos símbolos, das memórias, dos resíduos da vida manifestada.

Então, é preciso ir para além dessa vida manifestada, despertar para o mundo da iluminação e passar a receber as coisas desse “mundo do mistério” de uma maneira simples, direta e autêntica.

Sem egoísmo e sem interferências. O estágio da quietude, portanto, é a construção básica de uma grande viagem. 

Wu Jyh Cherng

Aceite seus sonhos!

A questão não é se vocês devem viver seus sonhos e fantasias ou não. Vocês vivem neles. Vocês já estão neles. Não é uma questão de escolha. Vocês não podem escolher.

Você pode escolher?
Pode abandonar seus sonhos? Pode abandonar suas fantasias?
Se tentar abandonar seus sonhos terá de substituí-los por outros sonhos.
Se tentar mudas suas fantasias terá de trocá-las por outros tipos de fantasias - que continuarão sendo sonhos e fantasias.

 
Assim, o que deve ser feito? Aceite-os.
Por que ser contra eles?
Esta árvore tem flores vermelhas. Aquela tem flores amarelas. Está certo.
Você tem um tipo de sonho - sonhos amarelos. Outra pessoa tem outro tipo de sonho - sonhos azuis, sonhos vermelhos. Está certo.

Por que lutar contra os sonhos? Por que tentar mudá-los?
Quando você tenta mudá-los, acredita demais neles. Não pensa que são sonhos, pensa que são reais, e que mudá-los será significativo.
Se os sonhos são sonhos, por que não aceitá-los?

No momento em que você os aceita, eles desaparecem. Este é o segredo.
No momento em que os aceita, eles desaparecerem porque a mente sonhadora vive pela rejeição.
O próprio fenômeno da mente sonhadora é a rejeição.

Você tem rejeitado muitas coisas - eis porque elas surgem súbita e inesperadamente em seus sonhos.
Você está andando por uma rua. Olha para uma bela mulher ou homem.
O desejo surge. E, de repente, você o abandona: isto está errado!
Você o rejeita.
Tradição, cultura, sociedade, moralismo: isto não é bom.

Você pode olhar para uma bela flor, não há nada de mau nisso.
Mas quando olha um belo rosto, algo imediatamente fica errado - você o rejeita.
A partir desse momento, essa face tornar-se-á um sonho.
O que é rejeitado tornar-se um sonho.
Agora, esse rosto ficará rondando-o. Agora, durante a noite, esse rosto surgirá. Agora, esse corpo estará pairando.
O desejo que você reprimiu tornar-se-á um sonho.
Os desejos que você rejeitou tornar-se-ão sonhos e fantasias.
Então, como criar um sonho? - o segredo é este: rejeite-o.
Quanto mais você os rejeita, mais eles existem.

Assim, aqueles que vão para as montanhas, aqueles que rejeita a vida,
Ficam repletos de sonhos.
E seus sonhos tornam-se tão reais, tão alucinatórios, que se torna impossível fazer qualquer distinção entre o que é sonho e o que é realidade.

Não rejeite, do contrário criará sonhos. Aceite.
Seja lá o que for que lhe aconteça, aceite como uma parte do seu ser.
Não condene.
Quando você se torna mais receptivo, os sonhos se dissolvem.
Uma pessoa que aceita sua vida totalmente deixa de ter sonhos,
porque a própria base é cortada. Este é um fato.

Um segundo fato: o todo é natural - eu digo, o todo. Não apenas as árvores, não apenas as nuvens - tudo.
Tudo o que acontece, acontece por causa da natureza.
Não existe nada anormal - não pode existir. Do contrário, como poderia acontecer? Tudo é natural.

Assim, não crie uma divisão: isto é natural e aquilo é anormal.
Tudo o que existe é natural. Mas a mente vive de distinções, de divisões.
Não aceite as divisões, aceite tudo o que acontece e aceite sem qualquer análise.

Se você está no mercado ou nas montanhas, a natureza é a mesma.
Num lugar, a natureza tornou-se montanhas e árvores;
noutro tornou-se lojas num mercado.
E uma vez que você conhece o segredo da aceitação, até o mercado tem sua própria beleza, há vida nele, há atividade, uma bela loucura ao seu redor.
O mercado tem sua própria beleza!
E as montanhas não seriam tão belas se não houvessem mercados, lembre-se. As montanhas são tão belas e silenciosas porque os mercados existem. O mercado dá silêncio às montanhas.

Assim, em todo lugar - se você estiver no mercado, ou fazendo "Hare Krisna, Hare Ram", ou sentado sob uma árvore silenciosa, tome tudo como uma extensão, não divida nada.
E quando estiver dançando,
Cantando "Hare Krishna, Hare Ram", desfrute disso!
Este é o caminho no qual você está fluindo nesse momento.

Osho

Seja oceânico...

Amor, sexo ou atividade - seja o que for, lembre-se e tenha sempre a idéia de que se você der alguma coisa as raízes poderão dispor de muito mais, muito mais lhe será dado.Deus dá; dá incondicionalmente.

Se você também der,suas mãos estarão sempre vazias e Deus poderá lhe dar muito mais.Se você for miserável, romperá seu relacionamento com Deus.
 
Viverá então como uma pequena onda, sempre temendo perder.

 


Viva como um oceano. Seja oceânico!

Nunca pense em perdas com relação a nada.
Nada se perde, nada pode ser perdido.
E você não é individual, apenas parece ser.
O todo está unido a você e você é só uma face do todo,é o modo como o todo aconteceu.
Não se preocupe porque o todo não acaba nunca.
A existência não tem começo nem fim.

Alegre-se, celebre, seja ativo
e seja alguém que dá.
Seja um doador total, que nunca pensa em reter ou segurar coisa alguma,
é a única prece possível.
Dar é uma prece.
Dar é amar.
E aqueles que podem dar sempre terão mais para dar.

Osho

Visão Antecipada

Uma pessoa lúcida é capaz de descobrir coisas observando pequenos gestos ou acontecimentos. No I Ching diz que quando o homem está trilhando sobre a geada sabe que em breve vai haver gelo. Alguns poderiam argumentar que isso é óbvio. Em lugares onde as estações são mais definidas, se houve geada você deduz que em breve vai nevar porque esse é o curso natural das coisas. Mas é esse mesmo o objetivo: a visão iluminada enxerga o óbvio.
Do mesmo modo, o Homem Sábio, por ter uma lucidez maior, quando em determinada situação percebe a tendência de comportamento de uma sociedade, de uma empresa, de um grupo de pessoas ou da humanidade, consegue enxergar que o mundo caminhará desta mesma maneira. Isto é chamado de “visão antecipada”, uma forma simples de enxergar as coisas.
Homem sábio é aquele que sabe enxergar antes do tempo, antes do acontecimento. Mas esse conceito não pode ser confundido com o estereótipo da premonição.
A diferença entre um sábio e uma pessoa comum é que a pessoa comum consegue ter a visão antecipada numa escala menor, e o sábio, como homem iluminado, tem essa visão para coisas maiores, e por isso consegue identificar o rumo das coisas, seus desdobramentos e o que poderá acontecer nos anos seguintes. É o grau da visão, resultado da nitidez da consciência de cada pessoa, que faz a diferença. Dessa forma, quanto maior o grau de quietude e transparência interiores, mais percepção verdadeira se tem.
O perfeito exame de um homem capacitado – analisar uma situação com o objetivo de discernir seu sentido – poderia ser feito em vários níveis. A pior forma é julgar preconceituosamente uma situação, tomar medidas erradas em função da avaliação incorreta e tudo se transformar em desastre. Outra forma é adotar metodologias, aplicar fórmulas para análise da situação: estratégias, métodos de marketing, estatísticas, etc. Esse grau já é melhor que o anterior, que quase sempre erra as avaliações porque segue apenas preconceitos, sem qualquer método.
O mais alto nível de exame é simplesmente tomar conhecimento da situação e ir direto para a sua raiz, para o ponto-chave da questão. Mas você só pode ter essa concepção direta quando seu ego está ausente, a consciência está clara, e você não abriga qualquer intenção pessoal. Se você, por interesse pessoal, prefere que uma situação se desenrole de determinada maneira, isso é ego. E quando o ego está agindo, ele mesmo já coloca uma lente colorida na frente dos olhos e impede a percepção real da situação, porque o interesse pessoal interfere na visão.
É preciso ter consciência do passado para enxergar o futuro.
Para não haver interesse pessoal interferindo na análise de uma situação, é preciso anular o ego, se colocar de uma maneira transparente, quieta. Aí você vai conseguir enxergar melhor. Ao invés de se utilizar de “formulas de manipulação”, deve-se responder à realidade de maneira direta, sem qualquer intenção. E para não ter intenção, você deve ser menos egoísta, esvaziar o coração para escutar, ver e saber o que acontece; perceber a felicidade e o sofrimento do passado e do futuro.
Existem pessoas que bloqueiam os sofrimentos passados para não sofrerem mais. O passado não deve ser bloqueado; é preciso ter consciência dele porque quem esquece seu passado não consegue enxergar bem seu futuro. Por isso é preciso saber o que você busca e o que deve evitar no seu destino. O arquivo da experiência deve ser visto não como um trauma, mas como uma chance de compreender as coisas e enxergar o futuro para saber que rumo você segue e o que evitar.
Sempre vivemos na alternância entre o movimento e a quietude. Em ambos os casos você pode encontrar a boa fortuna e o infortúnio, situações boas ou ruins, ou coisas que fazem bem e que fazem mal. É preciso compreender que circunstâncias são essas, o que é a boa fortuna e o infortúnio na situação. Às vezes julgamos algo bom ou ruim, mas a realidade é o contrário do que julgamos.
Quem tem lucidez interior e a consciência autêntica – ou uma consciência mais quieta – pode natural e automaticamente compreender o que é favorável e desfavorável para si próprio. A visão distorcida não permite a distinção do que faz bem do que não faz, principalmente com relação a questões pessoais. Um exemplo é quando todos percebem alguém indo em direção a um “abismo” e só a pessoa que está mal não percebe porque sua visão está distorcida. Quem está fora enxerga melhor porque não tem interesse pessoal envolvido, o ego não está participando. Mas não vai adiantar avisar porque quem está no erro vai insistir em permanecer nele.
Como ter uma visão mais próxima da realidade, menos distorcida? Alcançando mais a quietude e silencio interior para ouvir, ver, escutar, sentir e perceber a essência de todas as coisas. Por isso, no taoísmo damos extrema ênfase à pratica da meditação porque a meditação é um exercício que ajuda a conquistar, restaurar ou recuperar essa quietude que está na natureza humana.
A meditação deveria ser praticada diariamente durante 15, 20 minutos, ou mais, para restaurar a luz, a transparência e a lucidez que permitem viver mais autenticamente. Dessa maneira, você consegue distinguir a boa fortuna do infortúnio, identificar onde está a felicidade e onde está o sofrimento e, assim, caminhar naturalmente na vida, com maior grau de contentamento, paz e harmonia.
O homem não precisa sofrer para viver. Pelo contrario: deve viver repleto de contentamento, em harmonia. Para o taoísmo, o homem não encarna na Terra para pagar carmas e sim para aprender a não pagar carmas e criar uma vida maravilhosa e harmoniosa.
 
Wu Jyh Cherng

O silêncio interno!

Pense no que vai dizer antes de abrir a boca. Seja breve e preciso, já que cada vez que deixa sair uma palavra, deixa sair uma parte do seu Chi (energia).
Assim, aprenderá a desenvolver a arte de falar sem perder energia.
Nunca faça promessas que não possa cumprir. Não se queixe, nem utilize palavras que projetem imagens negativas, porque se reproduzirá ao seu redor tudo o que tenha fabricado com as suas palavras carregadas de Chi.
Se não tem nada de bom, verdadeiro e útil a dizer, é melhor não dizer nada.
Aprenda a ser como um espelho: observe e reflita a energia.
O Universo é o melhor exemplo de um espelho que a natureza nos deu, porque aceita, sem condições, os nossos pensamentos, emoções, palavras e ações, e envia-nos o reflexo da nossa própria energia através das diferentes circunstâncias que se apresentam nas nossas vidas.
Se se identifica com o êxito, terá êxito. Se se identifica com o fracasso, terá fracasso.
Assim, podemos observar que as circunstâncias que vivemos são simplesmente manifestações externas do conteúdo da nossa conversa interna. Aprenda a ser como o universo, escutando e refletindo a energia sem emoções densas e sem preconceitos.
Porque, sendo como um espelho, com o poder mental tranquilo e em silêncio, sem lhe dar oportunidade de se impor com as suas opiniões pessoais, e evitando reações emocionais excessivas, tem oportunidade de uma comunicação sincera e fluida.
Não se dê demasiada importância, e seja humilde, pois quanto mais se mostra superior, inteligente e prepotente, mais se torna prisioneiro da sua própria imagem e vive num mundo de tensão e ilusões.
Seja discreto, preserve a sua vida íntima. Desta forma libertar-se-á da opinião dos outros e terá uma vida tranquila e benevolente, invisível, misteriosa, indefinivel, insondável como o TAO.
Não entre em competição com os demais, a terra que nos nutre dá-nos o necessário. Ajude o próximo a perceber as suas próprias virtudes e qualidades , a brilhar. O espírito competitivo faz com que o ego cresça e, inevitavelmente, crie conflitos. Tenha confiança em si mesmo. Preserve a sua paz interior, evitando entrar na provação e nas trapaças dos outros.
Não se comprometa facilmente, agindo de maneira precipitada, sem ter consciência profunda da situação.
Tenha um momento de silêncio interno para considerar tudo que se apresenta e só então tome uma decisão.
Assim desenvolverá a confiança em si mesmo e a Sabedoria. Se realmente há algo que não sabe, ou para que não tenha resposta, aceite o facto.
Não saber é muito incómodo para o ego, porque ele gosta de saber tudo, ter sempre razão e dar a sua opinião muito pessoal. Mas, na realidade, o ego nada sabe, simplesmente faz acreditar que sabe.
Evite julgar ou criticar. O TAO é imparcial nos seus juízos: não critica ninguém, tem uma compaixão infinita  e não conhece a dualidade.
Cada vez que julga alguém, a única coisa que faz é expressar a sua opinião pessoal, e isso é uma perda de energia, é puro ruído. Julgar é uma maneira de esconder as nossas próprias fraquezas.
O Sábio tolera tudo sem dizer uma palavra. Tudo o que o incomoda nos outros é uma projeção do que não venceu em si mesmo.
Deixe que cada um resolva os seus problemas e concentre a sua energia na sua própria vida. Ocupe-se de si mesmo, não se defenda.
Quando tenta defender-se, está a dar demasiada importância às palavras dos outros, a dar mais força à agressão deles.
Se aceita não se defender, mostra que as opiniões dos demais não o afetam, que são simplesmente opiniões, e que não necessita de os convencer para ser feliz.
O seu silêncio interno torna-o impassível. Faça uso regular do silêncio para educar o seu ego, que tem o mau costume de falar o tempo todo. Pratique a arte de não falar.
Tome algumas horas para se abster de falar. Este é um exercício excelente para conhecer e aprender o universo do TAO ilimitado, em vez de tentar explicar o que é o TAO.
Progressivamente desenvolverá a arte de falar sem falar, e a sua verdadeira natureza interna substituirá a sua personalidade artificial, deixando aparecer a luz do seu coração e o poder da sabedoria do silêncio.
Graças a essa força, atrairá para si tudo o que necessita para a sua própria realização e completa libertação.
Porém, tem que ter cuidado para que o ego não se infiltre… O Poder permanece quando o ego se mantém tranquilo e em silêncio. Se o ego se impõe e abusa desse Poder, este converter-se-á num veneno, que o envenenará rapidamente.
Fique em silêncio, cultive o seu próprio poder interno. Respeite a vida de tudo o que existe no mundo.
Não force, manipule ou controle o próximo. Converta-se no seu próprio Mestre e deixe os demais serem o que têm a capacidade de ser. 

Texto Taoísta

A Lógica é suicida.


Você deve estar aberto - ter menos razão e mais confiança,menos praticidade e mais aventura,
menos prosa e mais poesia. Seja ilógico - do contrário, a felicidade não será para você.
A lógica é o inimigo.
A lógica prova que a vida é uma miséria.
A lógica prova que não existe nada significativo.
A lógica prova que não existe nenhum Deus.
A lógica prova que não existe nenhuma possibilidade de êxtase.
A lógica prova que a vida é apenas um acidente,E que nesse acidente não há nenhuma possibilidade.Entre o nascimento e a morte, você pode, no máximo,Arranjar algum jeito de existir.Isto é o suficiente.

A lógica é suicida. Se você for com ela, no final ela lhe dará a chave para sair da vida. No final, ela dirá que o suicídio é o passo mais lógico a ser dado - porque a vida não tem significado.


O que você está fazendo aqui? Repetindo a mesma rotina?
De manhã, saindo de casa, desnecessariamente;
porque você se levanta todos os dias e nada acontece.
Portanto, para que se levantar hoje novamente?
Você toma seu desjejum - você tem feito isto sua vida inteira e nada aconteceu. Você lê seu jornal, vai para o escritório, volta do escritório, e faz as mesmas coisas sem sentido!
Come sua comida, vai dormir e a manhã chega novamente... um círculo repetitivo, que não o leva a lugar algum, que o faz movimentar-se numa trilha. Se você for lógico, sua mente dirá: suicide-se! Por que prolongar todo esse absurdo?

A lógica o leva ao suicídio; a fé o leva para a vida suprema.
A fé é ilógica - não pergunta, não argumenta, simplesmente entra no desconhecido e tenta experimentar. Experimentar é o único argumento para um homem de fé. Ele tenta saborear as coisas, tenta experenciá-las. Sem experimentar, ele não diz nada. Ele não decide - permanece aberto.
Dando um passo, outro passo e mais outro, a fé o leva à rendição - porque quanto mais você procura com fé, quanto mais conhece, mais experiência ganha. A vida torna-se intensa.
Cada passo lhe diz: vá além, há muito mais escondido além. O além tornar-se a meta - transcenda tudo e vá além. E a vida torna-se uma aventura, uma contínua descoberta do desconhecido. Então mais confiança é criada.

Quando cada passo dado para o desconhecido lhe dá um vislumbre de felicidade, quando cada passo dado na loucura lhe dá uma forma mais alta de êxtase, quando cada passo dado no desconhecido ajuda-o a compreender que a vida não consiste da mente, que a vida é um fenômeno total, orgânico, todo seu ser é solicitado e chamado - então, pouco a pouco, seu ser interno é convencido.

E não é uma convicção lógica. É sua experiência, é experimental, ou você pode dizer que é existencial, não intelectual - é total. E um momento vêm no qual você pode se render.

A rendição é o maior risco.
Render-se significa por a mente completamente de lado.
Render-se significa ficar louco.
Eu digo que render-se significa ficar louco, porque todos aqueles
que vivem em sua lógica e em sua mente pensarão que você ficou louco. Para mim, não é loucura.
Para mim, a loucura, este tipo de loucura, é o único caminho corajoso da vida.
Para mim, esta loucura é o salto mais profundo.
Para mim, esta loucura é tudo o que um homem é chamado para ser.
Mas para os lógicos, sua confiança parecerá louca.

Este é um dos fenômenos que terá de penetrá-lo muito profundamente. Todas as grandes religiões nascem em torno de algum louco.
Jesus é um louco, um perfeito insano.
Buda é um louco!
Mas as pessoas que se juntam ao redor não são todas loucas.
Muitas vêm que não são apogísticos, que são intelectuais. Elas também são atraídos por Jesus e Buda.
O próprio ser de Buda é tão magnético, tão repleto de infinita energia, que eles são atraídos. E suas mentes raciocinam: algo foi obtido por esse homem. Mas eles não são apogísticos; eles são não-apogísticos.

Intelectualmente ficam atraídos. O próprio fenômeno de um Buda e seu ser tornar-se um argumento lógico para eles. Eles ouvem Buda, racionalizam seus dizeres, criam metafísicas ao seu redor - mm? - então nasce uma religião.
Na base existe um louco, mas na estrutura estão os lógicos. Eles são pessoas contraditórias, totalmente contraditórias, opostos a Buda. Eles criam a organização. Criam o budismo e as filosofias.

Jesus é um louco. São Paulo não é. Ele é um lógico perfeito. A igreja foi criada por São Paulo, não por Jesus. Todo o cristianismo foi criado por São Paulo, não por Jesus. E esta é uma das coisas perigosas que está sempre acontecendo. E não há jeito de impedí-la. Está na natureza das coisas.

Se Jesus nascer agora, a igreja o negará imediatamente. A igreja não aceitará nenhum louco. Seja Eckhart ou Boehme, a igreja os negará - eles são loucos. Ela os expulsará da organização. Eles não serão permitidos, porque poderão se revelar destrutivos.
Eles dizem cada coisa, que se as pessoas os ouvirem e acreditarem, eles destruirão toda a estrutura, toda a organização.

A religião nasce, na base, com um louco, e então é tomada pelos lógicos que são o oposto.
E são eles que criam todas as organizações. Os apogísticos dão à luz, e a criança é adotada pelos não-apogísticos.

Assim, toda religião na sua fonte original é bela - mas depois nunca mais o é. Ela torna-se feia. Na realidade, torna-se anti-religiosa.

Osho

Apaixone-se

Se você ama uma pessoa, pouco a pouco a periferia dela desaparece, a forma desaparece. Você fica cada vez mais em contato com a não forma, com o interior.
A forma torna-se, pouco a pouco, vaga e desaparece. E se você vai mais fundo, até mesmo essa não-forma individual começa a desaparecer e fundir-se. Então, o além abre-se. Esse indivíduo particular era apenas uma porta, uma abertura. E através do ser amado, você encontra o divino.

Por não conseguirmos amar é que precisamos de tantos rituais religiosos. Eles são substitutos, e substitutos muito pobres.

Uma Meera não precisa de templo para ir. A existência inteira é seu templo.
Ela pode dançar diante de uma árvore e a árvore torna-se Krishna. Pode cantar diante de um pássaro e o pássaro torna-se Krishna. Pode criar Krishna ao seu redor em qualquer lugar.
Seu amor é tamanho que para qualquer lugar aonde olhe a porta se abre,
E Krishna é revelado, o amado revela-se.

Mas o primeiro vislumbre sempre vem através de um indivíduo. É difícil estar em contato com o universal. Ele é tão grande, tão imenso, tão sem começo nem fim. De onde começar? De onde mover-se para ele?
O indivíduo é a porta.
Ame.

E não faça disso um combate. Faça com que seja uma profunda aceitação do outro, um convite. Permita que o outro o penetre sem qualquer condição.
E de repente, o outro desaparecerá e Deus estará presente.

Se o seu amado ou amada não puder tornar-se divino, então nada neste mundo poderá tornar-se divino - toda sua conversa religiosa será simplesmente absurda.
Esse estado pode acontecer em relação a uma criança. Pode acontecer em relação a um animal, a um cachorro.
Se você puder estar num relacionamento profundo com um cachorro, poderá acontecer - o cachorro tornar-se-á divino!
Portanto, não é uma questão de relacionar-se apenas com um homem ou uma mulher. Esta é uma das mais profundas fontes do divino, que vem até você naturalmente, mas ela pode acontecer a partir de qualquer ponto.
A chave básica é esta - permita que o outro penetre em você, na sua essência mais profunda, no próprio âmago do seu ser.

Mas continuamos iludindo a nós mesmos. Pensamos que amamos.
E se você pensa que ama, não há nenhuma possibilidade do amor acontecer, porque se isto for amor, então tudo estará fechado.

Faça novos esforços.
Tente encontrar no outro o ser que está oculto. Não espere nada de ninguém. Cada indivíduo já está numa tal miséria que se você continuar esperando isto não terá fim.

Ficamos aborrecidos com o outro - porque estamos sempre e sempre na periferia.

Eu li esta estória:
Um homem estava muito doente e tentou fazer todos os tipos de tratamentos, mas nada adiantava. Então, ele foi a um hipnotizador que lhe deu um mantra, uma sugestão, para repetir continuamente: "eu não estou doente".
Durante pelo menos quinze minutos ao amanhecer e à noite, ele dizia:
"eu não estou doente - estou curado".
E o dia todo, sempre que se lembrava, repetia a mesma coisa.

Após poucos dias, ele começou a se sentir melhor. E, dentro de semanas, estava completamente bom.

Ele disse à mulher: "Isto foi um milagre! O que você acha de eu ir novamente ao hipnotizador para um outro milagre? É que ultimamente não estou sentindo nenhum apetite sexual, nenhuma vontade de ter relações. Não sinto nenhum desejo".

A esposa ficou feliz. Ela disse: "Vá - porque já estava me sentindo frustrada".

O homem foi ao hipnotizador. Ao voltar, sua mulher perguntou: "Qual foi o mantra, qual a sugestão que ele lhe deu agora?"
Mas o homem não pôde contar a ela.
Em poucas semanas, seu apetite sexual começou a voltar. Ele começou a sentir desejo novamente.
Sua esposa ficou muito intrigada. E sempre insistia em perguntar, mas o homem ria e nunca dizia nada.
Um dia, pela manhã, quando ele estava no banheiro, fazendo sua meditação, seus quinze minutos de mantra, ela procurou ouvir o que ele estava dizendo.
Ele estava dizendo:
"Ela não é minha esposa.
Ela não é minha esposa.
Ela não é minha esposa."

Sempre contamos com a outra pessoa.
Alguém se torna sua esposa - e a relação está liquidada.
Alguém se torna seu marido - e a relação está acabada.
Agora, não há mais nenhuma aventura.
O outro tornou-se uma coisa, um objeto.
O outro não é mais um mistério a ser buscado.
O outro não é mais novidade.

Osho

Você é sempre responsável


A última coisa a ser lembrada é: no relacionamento amoroso, você sempre culpa o outro quando algo sai errado.
Se algo não está acontecendo como deveria, o outro é responsável.
Isto destrói qualquer possibilidade de crescimento futuro.
Lembre-se: você é sempre o responsável; mude a si mesmo.
 


E abandone todas as qualidades que criam distúrbios.Faça do amor uma auto transformação.Como eles dizem nos cursos para vendedores: O freguês está sempre certo. Eu gostaria de lhe dizer: No mundo do relacionamento e do amor, você está sempre errado - o outros está sempre certo. E é assim que os amantes sempre sentem.
Quando existe amor, eles sempre sentem: se as coisas não estão acontecendo como deveria, é porque alguma coisa está errada comigo.
Então, as coisas crescem, os centros abrem-se, os limites fundem-se.
 

Mas se você pensar que o outro está errado, estará fechando a si mesmo e ao outro. E o outro também pensará que você está errado - mesmo que você não diga isto, mesmo que esteja sorrindo, e mostrando que não pensa que o outro está errado - o outro perceberá...
através dos olhos, dos gestos, de algum modo, o inconsciente estará continuamente enviando sinais: Você está errado.
E quando você diz que o outro está errado, o outro começa a sentir que você é que está errado.
 

O relacionamento é destruído nessa abalo. E as pessoas tornam-se fechadas.
Quando você diz que uma pessoa está errada, ela começa a se proteger, a se salvaguardar. Então, o fechamento acontece.
 

Lembre-se sempre: no amor, você está sempre errado. E a possibilidade abrir-se-á. O outro também sentirá o mesmo. Nós criamos o sentimento no outro.
Quando os amantes estão próximos, imediatamente os pensamentos saltam de um para o outro.
 

Mesmo que eles não digam nada, e fiquem silenciosos, eles comunicam-se.
A linguagem é para os desamantes, para aqueles que não estão amando.
Para os amantes, o silêncio é linguagem suficiente.
Sem dizer nada, eles continuam falando.
 

Quando você sente o amor como "sadhana", como disciplina interna, não diz que o outro está errado. Procura descobrir: em algum lugar, alguma coisa deve estar errada comigo - e abandona o erro.
Isto é difícil, porque vai contra o ego.
Isto é difícil, porque machuca seu orgulho.
Isto é difícil, porque não é um domínio, uma possessão. Você não será mais poderoso pela possessão do outro. Isto destrói o ego - eis porque acaba sendo difícil.
Mas a destruição do ego é o ponto, a meta.
 

Seja de onde for que você aborde o mundo interior - do amor, da meditação, da yoga, da oração - seja qual for o caminho escolhido, a meta é a mesma:
a destruição do ego,
o abandono do ego.

Através do amor, isto pode ser facilmente feito.
E de um modo tão natural!
O amor é a religião natural.
Qualquer outra coisa será cada vez menos natural.
E se você não puder trabalhar através do amor,
será difícil trabalhar através de qualquer outra coisa.

Osho

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Ciúmes


Ciúme é comparação. E fomos ensinados a comparar, fomos condicionados a comparar, comparar sempre. Alguém possui uma casa melhor, alguém tem um corpo mais bonito, alguém tem mais dinheiro, alguém possui uma personalidade mais carismática. Compare, continue comparando a si mesmo com todo mundo que você encontrar, e o resultado será um grande ciúme; esse é o sub produto do condicionamento da comparação.
De outra maneira, se você deixa de comparar, o ciúme desaparece. Assim você simplesmente sabe que você é você e ninguém mais, e que não há nenhuma necessidade de ser outro alguém. É bom que você não se compare com as árvores, senão você começaria a se sentir muito ciumento: porque você não é verde? E porque Deus tem sido tão duro com você - e nenhuma flor? É melhor você não se comparar com os pássaros, com os rios, com as montanhas; do contrário você irá sofrer. Você só se compara com os seres humanos, porque você foi condicionado a só se comparar com os seres humanos; você não se compara com os pavões e com os papagaios. Senão seu ciúme seria bem maior; você estaria tão sobrecarregado de ciúmes que você não seria capaz de viver de maneira nenhuma.
A comparação é uma atitude muito tola, porque cada pessoa é única e incomparável. Uma vez que esse entendimento se estabelece em você, o ciúme desaparece. Cada um é único e incomparável. Você é apenas você mesmo: ninguém nunca foi como você e ninguém nunca será como você. E você também não precisa ser nenhum outro.
Deus cria somente originais; ele não acredita em cópias carbono.
Na porta do vizinho grandes coisas estão acontecendo: a grama é mais verde, as rosas são mais rosadas. Todo mundo parece estar tão feliz – exceto você. Você está continuamente comparando. E a mesma coisa está acontecendo com os outros, eles também estão comparando. Talvez eles também achem que seu gramado é mais verde – sempre parece mais verde à distância – que você tem uma esposa mais bonita... Você está cansado, você não pode acreditar como você permitiu se envolver com essa mulher, você não sabe como se livrar dela – e o vizinho pode estar com ciúmes de você, que você tem uma mulher tão bonita! E você pode estar com ciúmes dele...
Todo mundo tem ciúmes de todo mundo. E com ciúmes criamos um tal inferno, e com ciúmes nos tornamos muito medíocres.


Devido ao ciúme você está em constante sofrimento; você torna-se medíocre para os outros. E por causa do ciúme você começa a ficar falso, porque você começa a fingir. Você começa a fingir coisas que você não possui, você começa a fingir coisas as quais você não pode ter, que não são naturais a você. Você se torna cada vez mais artificial. Imitando os outros, competindo com os outros, que mais você pode fazer? Se alguém tem alguma coisa e você não tem, e você não tem a possibilidade natural de ter isso, o único jeito é arranjar algum substituto barato para isso.


O homem ciumento vive no inferno. Pare de comparar e os ciúmes desaparecem, a mediocridade desaparece, a falsidade desaparece. Mas você só pode deixá-los se seus tesouros íntimos começarem a crescer; não existe outra maneira.


Cresça, torne-se um individuo mais e mais autêntico. Ame e respeite a si mesmo do jeito que Deus lhe fez e então, imediatamente, as portas do paraíso se abrem para você. Elas sempre estiveram abertas, você simplesmente nunca deu atenção a elas.


Osho

Falsas Necessidades


O seu sentimento e o seu pensamento tornaram-se duas coisas diferentes e esta é a neurose básica. 
Aquele seu lado que pensa e aquele seu lado que sente tornaram-se dois e você  identifica-se com a parte que pensa e não com a parte que sente. 
E sentir é mais real do que pensar; sentir é mais natural do que pensar. 
Você nasce com um coração que sente, mas o pensamento é cultivado, ele  é-lhe dado pela sociedade. E o seu sentimento tornou-se algo suprimido. 
Mesmo quando você diz que sente, você apenas pensa que sente. O sentimento tornou-se morto e isto aconteceu devido a determinadas razões. 


Quando uma criança nasce, ela é um ser que sente; ela sente coisas, mas ela ainda não é um ser pensante. Ele é natural, como tudo o que é natural, como uma árvore, 
um animal. Começamos entretanto a moldá-la a cultivá-la. Ela terá de suprimir os seus sentimentos, os se isto não acontecer, estará sempre com dificuldades. 
Quando quiser chorar, não poderá fazê-lo, pois os  seus pais a censurarão. Será condenada, não será apreciada e nem amada. Não será aceita como é. 
Deve comportar-se de acordo com determinada ideologia, determinados ideais. Só então será amada.


Do modo como ela é, o amor não se destina a ela. Só pode ser amada se seguir determinadas regras. Tais regras são impostas, não são naturais. 
O ser natural dá lugar a um ser suprimido e aquilo que não é natural, o irreal  é-lhe imposto. 
Esse "irreal" é a sua mente e chega um momento em que a divisão é tão grande que já não se pode mais ultrapassá-la. 
Você  esquece-se completamente do que a sua verdadeira natureza foi ou é. 
Você é um falso rosto; o semblante original perdeu-se. E você também receia sentir o original, pois no momento em que o sentir toda a sociedade se voltará contra si. 
Você, portanto, coloca-se contra a  sua natureza real.


Isto cria uma situação muito neurótica. 
Você não sabe o que quer; ignora quais são as suas necessidades reais e autênticas, pois somente um coração que sente pode dar-lhe  a direcção e o significado das suas 
necessidades reais. 
Quando elas são suprimidas, você passa a criar necessidades simbólicas. Por exemplo, você pode começar a  comer cada vez mais, enchendo-se de alimento, e nunca sentir que 
está satisfeito. 
Você tem necessidade de amor, não de comida. A comida e o amor, entretanto, estão profundamente relacionados.
 Quando a necessidade de amor não é sentida, ou é suprimida, uma falsa necessidade de comida é criada. 
Você pode continuar comendo;  posto que a necessidade é falsa, ela jamais poderá ser preenchida. E vivemos entregues a falsas necessidades.
Por isso não há realizações.


Osho

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Frases de Lao Tse!


"Quem conhece a sua ignorância revela a mais profunda sapiência. Quem ignora a sua ignorância vive na mais profunda ilusão."

"A libertação do desejo conduz à paz interior."

"O homem realmente culto não se envergonha de fazer perguntas também aos menos instruídos."

"O sábio não entesoura. Quanto mais dá aos outros, tanto mais tem."

"A bondade em palavras cria confiança; a bondade em pensamento cria profundidade; a bondade em dádiva cria amor."

"Quem conhece os outros é sábio; / Quem conhece a si mesmo é iluminado."

"Se deres um peixe a um homem faminto, vais alimentá-lo por um dia. Se o ensinares a pescar, vais alimentá-lo toda a vida."

"Conhecer os outros é inteligência, conhecer-se a si próprio é verdadeira sabedoria. Controlar os outros é força, controlar-se a si próprio é verdadeiro poder."

"Para ganhar conhecimento, adicione coisas todos os dias. Para ganhar sabedoria, elimine coisas todos os dias."

Sementes Cármicas

Antes de virmos para essa vida, nascemos com um monte de sementes transmigratórias que trouxemos de outras vidas. Nascemos com mil apegos, vícios, frustrações, costumes, hábitos, mil loucuras, mil felicidades, mil desejos e, quando chega à hora da morte, esta grande aglomeração de memória que se chama “alma humana” se transforma em sementes cármicas.

Conforme a criança cresce, desenvolve o contato sensorial do corpo, as alterações emocionais e, assim, a direção de sua consciência muda. A energia oscila desordenadamente, ora para um lado ora para outro, num estado de dualização. A personalidade torna-se mais complexa e múltipla, gradativamente virão à tona as outras personalidades, aquelas que já existiam mas ainda permaneciam como “sementes”. Novos hábitos do cotidiano vão irrigando, como água jogada nessas sementes, os carmas que, por sua vez, se não nos mantivermos atentos, crescerão e frutificarão.

Como normalmente as pessoas criam carmas e vícios muito rapidamente, além de terem consigo as sementes ressuscitadas como uma floresta dentro de si – e cada árvore dessa floresta já traz novas sementes –, outras arvorezinhas brotam e um mundo de valores vãos é criado e nutrido. No momento da morte, carregam-se muitas dessas sementes adiante. Quanto maior a quantidade de sementes, maior a complexidade e o número de situações difíceis na vida.

Um realizador do Tao deveria ter grande força de vontade para se libertar dos apegos aos laços mundanos. Essa é a força que ele tem de conhecer, encontrar dentro de si mesmo. Ao mesmo tempo, o taoísta tem de ter um coração totalmente feminino, repleto de afetividade, receptividade e humildade, para poder abranger todas as coisas. O ser humano pode conviver com a fama e com a perda da fama, com a fortuna e com a perda da fortuna, com o poder e com a ausência do poder, sem se tornar prisioneiro dos sentimentos e dos conceitos de que essas situações são permeadas. Na verdade, a força a ser invocada, a ser cultivada, é a de dominar a si próprio com a força de vontade para transcender as coisas que prendem o homem aos caminhos da transmigração e aos mundos que o limitam.

Mestre Wu Jyh Cherng

O que é real é o que fica na alma

A pessoa que guarda ira e humilhação dentro de si, não apenas prejudica sua vida emocionalmente como também, quando transmigra para uma outra vida, não leva o corpo de hoje nem a memória consciente, mas leva seus sentimentos. Ou seja: leva para uma outra vida ódio, humilhação, mágoas, tristezas etc.

Tudo o que se leu e compreendeu nessa vida não é mais lembrado quando se acorda como outra pessoa, em outra vida posterior. Apenas levamos conosco as nossas CAPACIDADES. Podemos ter lido muito nessa vida. No entanto, levaremos para a próxima vida uma grande capacidade para a leitura, mas não nos lembraremos daquilo que estudamos anteriormente.

Do mesmo modo, uma pessoa que se sentiu humilhada e desprestigiada nessa vida não se lembrará da humilhação e do desprestígio que sofreu, porém algo restará dentro dela que a levará a ter um temperamento infeliz e revoltado.

Isso é o que o Taoísmo chama de “semente”.

No fim da encarnação, a consciência e a vida se separam. Essa semente fica; levamos conosco para outra vida a natureza do sentimento que resta como personalidade.

Wu Jyh Cherng

Sementes da Ilusão

Quando nossa consciência ainda está no nível do apego, valorizamos, enobrecemos e admiramos demasiadamente a fama, a fortuna e o poder. O homem pensa que precisa ter prestígio social e, por isso, precisa ter recursos, ser famoso e poderoso. Para ter aquilo que não tem, se sacrifica, trabalha em excesso para ganhar dinheiro. Em alguns casos, rouba, faz truques, mente, engana pessoas.

A preocupação em obter ou manter fama, riqueza e prestígio tira a nossa paz. Uma pessoa, antes de alcançar prestígio, fica com medo e, na batalha pela conquista de destaque social e profissional, fica constantemente em estado de alerta e preocupação. Depois de conquistar posição e riqueza, também fica em estado de alerta: quem tem riqueza e prestígio se mantém em estado de alerta permanente porque tem medo de perder o que conquistou.

Quem não tem e quer ter, dedica toda sua atenção e preocupação para gerar dinheiro e riqueza. Quando conquista o que pretende, fica todo o tempo preocupado em manter a riqueza. É um tipo de preocupação diferente, porém, continua a ser gerada. Temos medo e nos sentimos inseguros quando não temos fama, não temos poder, não temos o controle da situação, não temos riqueza, não podemos dominar pessoas ou situações. No entanto quando temos tudo isso, nós ficamos igualmente com medo porque não queremos perder o que conquistamos.

Quem nada tem ou quer não fica em estado de alerta. Na verdade, o ser humano precisa de muito pouco para sua sobrevivência: comer, vestir, trabalhar, morar adequadamente. Existe aquilo que representa o mínimo necessário para uma vida digna e virtuosa e existe todo o resto, geralmente supérfluo, que pode ser dispensado.

Muitas vezes a pessoa entende como necessário algum valor apenas em função do conceito. Existem pessoas que só tomam uísque importado e outras que só usam roupas de grife. Quando o indivíduo se torna prisioneiro desse tipo de conceito, a vida se torna mais desgastante. Ele tem de trabalhar muito, se esforçar para conquistar coisas e, assim, se tornar feliz (ou pensar que está feliz). Obviamente, todos gostam de tomar um bom uísque e vestir uma boa roupa. O que é preciso deixar claro é que a prisão ao conceito de que isso é indispensável à felicidade pode tornar as pessoas desgastadas e preocupadas.

A conquista de prestígio gera orgulho e a humilhação por não consegui-lo provoca a ira. Uma pessoa que se sinta humilhada cria dentro de si um sentimento de raiva, já que nenhum de nós gosta de ser desprestigiado. Podemos não responder imediatamente nem diretamente, mas, lá dentro do coração, criamos a raiva ou o aborrecimento. Tudo ocorre num nível inconsciente, que nem chegamos a perceber. Estes sentimentos são explícitos ou não; aparecem ou não exteriormente.

MESTRE WU JYH CHERNG

2012 - Ano do Dragão de Água (Rén/ Chén)

Aspecto Geral

O ano do Dragão de Água (Ren/Chen) começa em 23/01/2012 e vai até 10/02/2013. Este será um período de “ajustes” nas rotas dos nossos destinos, em que os desvios deverão ser corrigidos.

Para as pessoas nascidas no ano do Dragão (1916, 1928, 1940, 1952, 1964, 1976, 1988, 2000, 2012), recomendamos atenção, pois elas estarão “em evidência”, mais sujeitas a passar por instabilidades e/ou imprevistos ligados ao aspecto material. E as nascidas no ano do Cão (1910, 1922, 1934, 1946, 1958, 1970, 1982, 1994, 2006), também precisam ter atenção, pois estarão mais sensíveis nos campos emocional e/ou íntimo.

Ao longo deste período, as “energias do Céu” estarão mais perceptíveis e disponíveis, facilitando a intuição como um todo. A “ajuda” que vem dessas energias estará mais acentuada, porém será mais voltada para o campo emocional, sentimental e espiritual, sendo percebida apenas pelas pessoas envolvidas.

O coração do ser humano estará mais rígido e para conseguirmos nos manter em equilíbrio, teremos que cultivar a quietude interior, buscando um pouco mais de recolhimento. Sugerimos que práticas respiratórias e de meditação sejam utilizadas na busca deste equilíbrio.

Outro fator a ser observado será o “ego”, que apesar de ter uma função própria, na vida em sociedade, precisará ser ‘colocado em seu devido lugar’. O contato direto com a natureza também será uma excelente opção para “diluir egos”.

Será necessário sermos discretos no que se refere a dinheiro, riqueza e patrimônio, não nos permitindo ostentações desnecessárias, a fim de evitar prejuízos. As pessoas poderão ser criticadas por terem dinheiro ou, ainda, pela forma como o utilizam. O conselho é: não chamar a atenção e buscar a simplicidade, seja na sua maneira de se vestir, no carro que escolher para se deslocar, na fachada de sua casa, etc. O ideal será as pessoas diminuírem as suas ambições materiais e aumentarem as espirituais. Comportamentos impulsivos, agressivos e extremos também deverão ser evitados.

No aspecto financeiro será necessário um esforço maior para conseguir “alcançar” o dinheiro. Esse esforço, no entanto, deverá ser feito sempre com moderação, procurando agir com cautela e discernimento, evitando perseguir cegamente seu objetivo. Imagine que no seu jardim exista um tesouro enterrado; então, você começa a cavar até que encontra uma pedra muito grande, um obstáculo pela frente que precise ser removido, para você extrair o tesouro. Se conseguir ultrapassar a pedra, chegará ao tesouro, e assim também será este período: os obstáculos precisarão ser ultrapassados para que o dinheiro possa ser “extraído”.

No trabalho, recomenda-se envolvimento e receptividade ao auxílio do coletivo; e se você já participa de algum trabalho coletivo, este é o momento de expansão. Agindo com paciência e sabendo esperar, você poderá ter o seu trabalho reconhecido pelos dirigentes.

Os líderes estarão mais fortes e com uma tendência à arrogância. Deverão ficar atentos para não ultrapassarem as barreiras do aceitável, afastando-se da realidade e do que é essencial ao contexto. Dessa forma, a autoridade precisará observar os seus limites para manter a estabilidade. Um exemplo seria o de um imperador que se acha melhor que todos, e usa força excessiva para maltratar de forma tirânica todos que estão sob o seu comando.

Nos relacionamentos afetivos poderá existir um afastamento, caso ele não seja compartilhado. As pessoas estarão muito voltadas para si, esquecendo-se do seu parceiro. A comunicação entre as pessoas deverá ser atentamente observada e acompanhada. Os relacionamentos precisarão ser regados com carinho, cuidado e atenção para que possam desabrochar.

No aspecto da saúde, existe maior incidência de problemas ligados a contusões, cortes, acidentes, etc.

Ao longo deste ano sugerimos evitar o setor sudeste das suas residências e locais de trabalho. Deve-se evitar ali qualquer tipo de movimento continuado, que permaneçam acionados por 24 horas seguidas, como motores, relógios analógicos, fontes de água, etc.

Aspecto familiar

De maneira geral, as pessoas mais velhas e os pais estarão mais estressados e ansiosos porque não estarão encontrando fluidez em suas vidas. As mulheres terão que se submeter a um controle externo do destino e os homens tentarão controlar o que está fora do seu alcance. A melhor maneira de se posicionar será não forçar o movimento para evitar gastos de energia desnecessários.

As mulheres maduras despertarão o desejo de empreender, mas não devem lançar mão da arrogância para alcançar os seus objetivos, devem utilizar apenas a sua capacidade pessoal. As adolescentes deveram seguir o seu rumo de forma tranquila, sem se apressar, compreendendo que tudo tem o seu tempo certo. As meninas, empenhando-se nos estudos chegarão a melhores resultados.

Os homens maduros não devem desistir dos seus projetos; devem, pelo contrário, utilizar sua capacidade para desenvolvê-los, lembrando que não podem investir toda a sua energia em um único projeto. Os adolescentes devem investir na sua própria base; estudar e praticar. Por exemplo, se o seu objetivo for se elevar espiritualmente, você precisa praticar mais o caminho espiritual escolhido, seja através de práticas corporais, devocionais ou de meditação. Se você pretende ingressar em uma universidade, você deve investir mais nos seus estudos. Os meninos devem procurar progredir coletivamente, por exemplo, estudando em grupo.

Teremos como metas para este Ano do Dragão:

1 - Agir sabiamente equilibrando a sua vida, detectando e eliminando o que não se ajusta ao seu perfil, e aceitando as transformações.

2 - Plantar com paciência e perseverança para colher os frutos do que foi semeado.
 
Fonte: Site Lysia & Associados - Artes Chinesas

Karma Familiar

Desenvolvimento Humano

Eventos

Terapias Naturais

Posts Mais Lidos