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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Rebelião não é luta, é pura compreensão.

A rebelião da qual eu tenho falado não tem que ser feita contra ninguém. Ela não é na verdade uma rebelião, mas somente uma compreensão. Não, você não tem que lutar contra os padres, as freiras e os pais externos. E você não tem também que lutar contra os padres, freiras e pais internos. Porque, internos ou externos, eles estão separados de você. O externo está separado, e o interno também está separado. O interno é apenas o reflexo do externo.

Se você se rebelar contra sua própria mente, isso será uma reação, não uma rebelião. Note a diferença. A reação surge a partir da raiva; a reação é violenta. Numa reação você se torna cego de raiva. Numa reação você passa para o outro extremo.

Por exemplo, se os seus pais ensinaram você a ficar limpo e tomar um banho todo dia, e mais isso e mais aquilo, e se foi ensinado a você desde pequenino que a limpeza está próxima de Deus; o que você fará, se um dia você começar a se rebelar? Você vai parar de tomar banho. Você vai começar a viver imundo.

Isso é o que os Hippies seguiram fazendo ao redor do mundo. Eles pensavam que isso era rebelião. Eles passaram para o outro extremo. A eles foi ensinado que a limpeza era divina; agora eles estão pensando que a imundície é divina, que a sujeira é divina. De um extremo, eles passaram para o outro. Isso não é rebelião. Isso é raiva, isso é ira, isso é desforra.
 
          
Enquanto você estiver reagindo aos seus pais e às suas idéias de limpeza, você ainda está apegado àquelas mesmas idéias. Elas ainda estão dentro de você, elas ainda têm um poder sobre você, elas ainda são dominante, elas ainda são decisivas. Elas ainda decidem a sua vida, embora você tenha se tornado o oposto delas; mas elas decidem. Você não pode tomar um banho tranqüilo, pois você se lembrará de seus pais que o forçavam a tomar banho todos os dias. Agora você não quer tomar mais banho, de jeito algum. 
          

Quem está dominando você? Ainda os seus pais. O que eles fizeram com você, você ainda não foi capaz de desfazer. Isso é uma reação, isso não é rebelião. 
          

Então o que é rebelião? Rebelião é pura compreensão. Você simplesmente compreende qual é o caso. Então você não fica mais obcecado por limpeza, e isso é tudo. Isso não quer dizer que você vá se tornar sujo. A limpeza tem sua própria beleza. Mas a pessoa não deve ficar obcecada por ela, porque obsessão é doença.  

Por exemplo, uma pessoa lavando suas mãos continuamente por todo o dia - isso é neurose. Lavar as mãos não é uma coisa ruim, mas lavar suas mãos por todo o dia é loucura. Mas se, de lavar as mãos por todo o dia, você passar a não lavá-las; se você parar de lavá-las para sempre, então de novo você terá caído na armadilha, num outro tipo de loucura, o tipo oposto. 
          

Um homem de compreensão lava suas mãos quando é necessário, ele não está obcecado com isso. Ele é simplesmente espontâneo e natural a respeito disso. Ele vive inteligentemente e isso é tudo. 
          

Mas, se você não prestar muita atenção nos pequenos detalhes, não verá muita diferença entre obsessão e inteligência . Por exemplo, se você cruzar com uma cobra no caminho e você der um salto, naturalmente você deu um salto devido ao medo. Mas esse medo é inteligência. Se você não for inteligente, for estúpido, você não vai pular para fora do caminho e, desnecessariamente, estará colocando a sua vida em perigo. A pessoa inteligente irá pular imediatamente - a cobra está ali. Isso é devido ao medo, mas esse medo é inteligente, positivo, está a serviço da vida. 
          

Mas esse medo pode se tornar obsessivo. Por exemplo, você pode não querer sentar dentro de uma casa. Quem sabe? Ela pode desmoronar. E sabe-se que casas  se desmoronam, isso é verdade. Algumas vezes, elas têm desmoronado; você não está absolutamente errado. Você pode argumentar: 'se outras casas desmoronaram, por que não esta?' Agora você está com medo de viver sob qualquer teto - ele pode desabar. Isso é uma obsessão. Isso agora se tornou não-inteligente.
          

É bom estar alerta de que você está comendo um alimento limpo. Mas eu conheço um homem, um grande poeta... Certa vez ele viajava comigo. Sua esposa me contou, 'Agora você saberá o quanto é difícil viver com esse homem.' Eu perguntei: 'Qual é o problema?'. Ela disse: 'Você vai saber por si próprio.' Ele não bebia nenhum chá, nem água, em nenhum lugar. Era muito difícil, porque ele dizia, 'quem sabe se não existem germes no chá ou na água?' Ele não comia em nenhum hotel. Isso se tornou um tal problema... E nós tínhamos que viajar trinta e seis horas de trem e ele estava morrendo de fome e com sede e ele não bebia água. 
          

Eu tentei de toda maneira persuadi-lo. Ele dizia, 'Não. Quem sabe? E se houver germes? É melhor,' dizia ele, 'passar fome por trinta e seis horas e não comer. Eu não vou morrer, não se preocupe,' Mas eu podia ver que o homem estava torturando a si mesmo. Era um verão muito quente e ele estava com sede. E eu tentava em toda estação - eu trazia soda, trazia coca-cola, eu trazia tudo que podia. Mas ele dizia, 'Esqueça isso - eu não posso tomar nada a não ser que eu esteja absolutamente seguro. Qual é a segurança? Qual é a garantia?' 
          

E ele não estava absolutamente errado, isso é verdade. Você conhece a Índia, e você conhece as estações indianas e os hotéis indianos. Você sabe. Ele está certo, mas agora ele está levando essa lógica longe demais. 
         

Então eu disse a ele, 'Pare de respirar também!' Ele disse: 'Por que?' Eu disse: 'Quem sabe, qual é a garantia? Pare de respirar! Ou beba esta água ou pare de respirar!' Então ele olhou para mim assustado, porque eu estava realmente raivoso. 'Por que você segue respirando? Quem sabe, podem existir germes, existem germes em toda parte.'
          

Ele tomou uma xícara de chá, mas a maneira como ele tomou...! Sua face... Eu não consigo esquecer. Já se passaram dez anos, mas eu não consigo esquecer a sua face - era como se eu estivesse matando aquele homem! Eu era um assassino! E ele estava obrigando-me a isso.
          

Na estação seguinte, ele desceu e disse, 'Eu não posso viajar com você; eu vou voltar para casa. 'Eu disse, 'Qual é o problema? 'Ele disse, 'Você estava com tanta raiva, e parecia que você ia começar a me bater ou alguma coisa assim. E você disse: Não respire mais. Como eu posso parar de respirar?' Eu disse, 'Eu só estava dando a você um argumento, que se você pode respirar, por que não beber a água? É a mesma água indiana e o mesmo ar indiano. Não há com que se preocupar.'
          

Ele se recusou a viajar comigo. Eu tive que viajar sozinho. Ele retornou e desde então eu nunca mais o vi.
         

A pessoa pode se tornar obsessiva a respeito de qualquer coisa. Qualquer coisa que pode ser inteligente dentro de certos limites, pode se tornar uma neurose se você ampliar esses limites. Reagir é passar para o outro extremo. Rebelião é uma compreensão muito profunda, compreensão profunda de um certo fenômeno. A rebelião sempre mantém você no meio, ela dá a você um equilíbrio. 
          

Você não tem que brigar com ninguém, as freiras e os padres e os pais, externos e internos. Você não tem que brigar com ninguém, porque numa briga você nunca sabe onde vai parar. Numa briga a pessoa perde a consciência; numa briga a pessoa passa logo para os extremos. Você pode observar isso.
         

Por exemplo, você está sentado com seus amigos e, no meio da conversa, você diz, 'Aquele filme que eu vi ontem não vale a pena ser visto.' Isso pode ter sido um comentário à-toa, mas então alguém diz, 'Você está errado. Eu também vi o filme. Ele é um dos mais belos filmes que já foram feitos.' Você foi provocado, desafiado; e agora você se enche de argumentos. Você diz, 'ele não tem valor, é a coisa mais sem valor que existe!'  E você começa a criticar. E se o outro também insistir, você vai se tornar mais e mais raivoso e vai começar a dizer coisas que você nem mesmo tinha pensado a respeito. E mais tarde, se você olhar para trás e ver todo o fenômeno que aconteceu, você ficará surpreso pois quando você mencionou que o filme não valia a pena ser visto era uma afirmação muito moderada, mas com o passar do tempo você adotou argumentos e você já estava numa posição extremada. Você usou tudo que era possível, todas as palavras mais desagradáveis que você conhecia. Você condenou de toda maneira, você usou toda a sua habilidade para condenar. E você não estava com disposição para fazer isso no começo. Se ninguém tivesse contestado você, você poderia ter esquecido aquele assunto, você não iria nunca fazer aquelas afirmações pesadas.
          

Isso acontece - quando você começa a brigar, a tendência é você passar para os extremos. 
          
Eu não estou ensinando você a brigar com seus condicionamentos. Compreenda-os. Torne-se mais inteligente a respeito deles. Simplesmente veja como eles dominam você, como eles influenciam o seu comportamento, como eles modelam a sua personalidade, como eles seguem atingindo você pela porta dos fundos. Simplesmente observe! Seja meditativo. E um dia, quando você tiver visto o funcionamento dos seus condicionamentos, de repente um equilíbrio será alcançado. Em sua real compreensão você estará livre. 
          

Compreensão é liberdade, e essa liberdade eu chamo rebelião.
          

O verdadeiro rebelde não é um lutador; ele é um homem de compreensão. Ele simplesmente cresce em inteligência, não em raiva, não em ira. Você não consegue transformar a si mesmo tendo raiva de seu passado. Dessa maneira, o passado irá continuar dominando você, o passado continuará sendo o centro de seu ser, o passado permanecerá o seu foco. Você permanecerá focado, preso ao passado. Você poderá passar para o outro extremo, mas você ainda continuará preso ao passado.

          Fique alerta quanto a isso! Esse não é o caminho de um meditador, esse não é o caminho de um sannyasin. Sannyas é rebelião - rebelião através da compreensão. Simplesmente compreenda.
          Você passa ao lado de uma igreja e um profundo desejo surge em você de ir ao interior e orar. Ou você passa ao lado de um templo e inconscientemente você se curva diante de uma divindade do templo. Simplesmente observe. Por que você está fazendo essas coisas? Eu não estou dizendo para brigar. Eu estou dizendo para observar. Por que você se curva diante do templo? Porque foi ensinado a você que esse é o templo certo, que a divindade desse templo é a imagem verdadeira de Deus. Você sabe? Ou isso foi simplesmente dito a você e você continua seguindo isso? 
Observe!
          
Vendo isso, que você está simplesmente repetindo um programa que foi dado a você, que você está simplesmente repetindo um mesmo disco em sua cabeça, que você está sendo um autômato, um robô, você irá parar de se curvar. Não que você tenha que fazer qualquer esforço, você simplesmente irá se esquecer de tudo a respeito disso. Isso irá desaparecer, isso abandonará você sem deixar qualquer traço.
          

Quando você reage, o traço permanece lá. Mas, na rebelião não fica nenhum traço; é liberdade completa.
  
        
Você tem simplesmente que ser um observador. E o observar é a sua face original; aquele que observa é a sua consciência verdadeira. Aquilo que é observado é o condicionamento. Aquele que observa é a fonte divina de seu ser.

Osho

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Oito versos que transformam a mente...

Certa vez Geshe Chekawa, um monge tibetano que dominava inúmeros ensinamentos de diversas escolas, se deparou com uma tira de papel contendo um trecho de duas linhas e se maravilhou:

    Ofereça o ganho e a vitória aos outros.
    Tome a perda e a derrota para si mesmo.

Então, procurou até encontrar um mestre nessas instruções: Sharawa, discípulo de Geshe Langri Thangpa (mestre Kadampa do século XII, o autor da prática). Ao questioná-lo sobre a natureza daquelas linhas, teve a resposta:

    - Goste ou não desse ensinamento, você só pode dispensá-lo se não quiser alcançar o Estado de Buda.

Sharawa aceitou Chekawa como discípulo e o instruiu durante anos nessa prática que era a sua principal, denominada “Os Oito Versos que Transformam a Mente” (ou “Os Oito Versos de Langri Thangpa”). Após 6 anos de treinamento constante, o discípulo se realizou, eliminando todo e qualquer traço de egoísmo.

Os oito versos são:

    1. Com a determinação de alcançar
    O bem supremo em benefício de todos os seres sencientes,
    Mais preciosos do que uma jóia mágica que realiza desejos,
    Vou aprender a prezá-los e estimá-los no mais alto grau.

    2. Sempre que estiver na companhia de outras pessoas, vou aprender
    A pensar em minha pessoa como a mais insignificante dentre elas,
    E, com todo respeito, considerá-las supremas,
    Do fundo do meu coração.

    3. Em todos os meus atos, vou aprender a examinar a minha mente
    E, sempre que surgir uma emoção negativa,
    Pondo em risco a mim mesmo e aos outros,
    Vou, com firmeza, enfrentá-la e evitá-la.

    4. Vou prezar os seres que têm natureza perversa
    E aqueles sobre os quais pesam fortes negatividades e sofrimentos,
    Como se eu tivesse encontrado um tesouro precioso,
    Muito difícil de achar.

    5. Quando os outros, por inveja, maltratarem a minha pessoa,
    Ou a insultarem e caluniarem,
    Vou aprender a aceitar a derrota,
    E a eles oferecer a vitória.

    6. Quando alguém a quem ajudei com grande esperança
    Magoar ou ferir a minha pessoa, mesmo sem motivo,
    Vou aprender a ver essa outra pessoa
    Como um excelente guia espiritual.

    7. Em suma, vou aprender a oferecer a todos, sem exceção,
    Toda a ajuda e felicidade, por meios diretos e indiretos,
    E a tomar sobre mim, em sigilo,
    Todos os males e sofrimentos daqueles que foram minhas mães.

    8. Vou aprender a manter estas práticas
    Isentas das máculas das oito preocupações mundanas,
    E, ao compreender todos os fenômenos como ilusórios,
    Serei libertado da escravidão do apego.

As oito preocupações mundanas são:

    1. Desejar elogios
    2. Rejeitar críticas
    3. Desejar o prazer
    4. Rejeitar a dor
    5. Desejar o ganho
    6. Rejeitar a perda
    7. Desejar a fama
    8. Rejeitar ser ignorado

Dalai Lama

100 recomendações para Vida...

1.  Descubra seu maior defeito e disponha-se a corrigi-lo.

2.  Escolha até três exemplos de vida e determine-se a segui-los.

3.  Tenha força e sabedoria para resistir às tentações do mundo.

4.  Cultive a força da tolerância de forma a compreender, aceitar, assumir responsabilidades, ter determinação e melhorar as circunstâncias externas. Então, passe a cultivar a tolerância pela vida, a tolerância por todos os darmas e a tolerância pelos darmas não-surgidos de maneira a transformar o cultivo da tolerância em força e sabedoria.

5.  Aprenda a se adaptar à pressão externa e não se deixe afetar por ela.

6.  Seja ativo e destemido. Pense antes de agir.

7.  Envergonhe-se do que ignora, do que é incapaz, do que o torna impuro e rude.

8.  Faça com freqüência algo que toque o coração das pessoas.

9.  Sinta-se bem sob qualquer circunstância, siga as condições corretas, esteja sempre livre de aflições e faça tudo com alegria no coração.

10.  Ser corajoso e virtuoso é ter a capacidade de admitir os próprios erros.

11.  Aprenda a aceitar perdas, falsas acusações, contratempos e humilhações.

12.  Não inveje aqueles que praticam boas ações ou dizem boas palavras. Tenha sempre na mente, bondade e beleza.

13.  Não empurre os outros para a beira do abismo; ao contrário, dê-lhes espaço para recuar — um dia eles poderão lhe ajudar.

14.  Sirva àqueles que desejam fazer o bem, compartilhe um objetivo. Favoreça os outros e respeite seus anseios.

15.  Seja amável e humilde ao relacionar-se com as outras pessoas. Expresse bondade em seu semblante e em sua fala.

16.  A capacidade de doar traz abundância verdadeira.

17.  Importe-se apenas com o que é certo ou errado; não se fixe em perdas e ganhos.

18.  Deixe de lado pensamentos egoístas e dedique-se à justiça, à verdade e ao bem comum.

19.  Viaje pelo mundo sob o céu estrelado. Vivencie a prática da procissão de mendicância pelo menos uma vez na vida.

20.  Abra mão de todas as suas posses ao menos uma ou duas vezes na vida.

21.  A cada quatro ou cinco anos, empreenda uma viagem sozinho.

22.  Não se deixe cegar pelo amor. Não se traia por dinheiro.

23.  Não bata de frente com as coisas – aprenda a arte de ser sutil.

24.  Não há êxito sem persistência, diligência e determinação.

25.  Desenvolva autoconfiança, expectativas em relação a si mesmo e metas pessoais.

26.  Procure ouvir boas palavras e jamais esqueça o que elas significam.

27.  Não desperdice o seu tempo. Faça planos e use o tempo com sabedoria.

28.  Seja sempre sensato, pois a sensatez é imparcial e igual para com todos.

29.  Lembre-se dos erros cometidos. Tenha-os sempre em mente para não repeti-los.

30.  Seja qual for a sua função, desempenhe-a bem. Não olhe para os lados.

31.  Faça tudo com boa intenção, verdade, sinceridade e beleza.

32.  Não se apegue ao passado. Olhe sempre adiante.

33.  Lute sempre pelos seus objetivos e vá longe.

34.  Planeje sua carreira, use seu dinheiro com sabedoria, purifique seus sentimentos e não se apegue a fama e riqueza.

35.  Desenvolva compreensão e visão corretas. Não se deixe levar cegamente pelos outros.

36.  Renuncie a apegos insensatos e aceite a verdade com mente humilde.

37.  Não faça intrigas nem espalhe rumores. Não se deixe influenciar por eles.

38.  Aprenda a desenvolver sua mente, reformar seu caráter, recuar e dar guinadas na vida.

39.  Cultive méritos por meio de doações que estejam de acordo com sua capacidade, função, disposição e condição.

40.  Creia profundamente no Darma e contemple todas as virtudes. Nunca faça o mal; pratique sempre o bem.

41.  Não culpe os céus nem os outros por sua infelicidade, pois tudo tem sua causa e seu efeito.

42.  Pense no bom e belo ao invés de pensar no que é triste e penoso.

43.  Conquiste ao menos três tipos de habilitação ao longo da vida, como, por exemplo, para guiar automóveis, cozinhar, digitar, cuidar de enfermos, exercer a medicina, o magistério, o direito, a arquitetura etc.

44.  Aprenda a articular bem a fala e a escrita. Aprenda a ouvir, a apreciar, a pensar, a cantar, a pintar e a desenvolver habilidades. Quanto mais se aprende, melhor. Aprenda, ao menos, metade disso tudo.

45.  Leia ao menos um jornal por dia, para se manter em dia com o mundo.

46.  Leia pelo menos dois livros por mês.

47.  Mantenha uma rotina diária.

48.  Cultive hábitos regulares de sono e alimentação.

49.  Pratique exercícios físicos.

50.  Mantenha-se longe de cigarro, álcool, pornografia e drogas. Administre e controle sua própria vida.

51.  Pratique meditação por, pelo menos, dez minutos todos os dias.

52.  Passe, pelo menos, metade de um dia sozinho, uma vez por semana.

53.  Ao menos uma vez por mês, pratique o vegetarianismo, para nutrir seu coração de compaixão.

54.  Ajude os outros e faça o bem sem esperar nada em troca.

55.  Compartilhe sua alegria e compaixão com os demais.

56.  Mantenha a capacidade de se auto-avaliar sob qualquer circunstância.

57.  Reze pelos desafortunados, onde quer que você esteja.

58.  Seja preciso em suas observações. Considere todos os ângulos e seja tolerante e compreensivo em relação aos outros.

59.  Aprecie a vida, cuide dela e não a maltrate jamais.

60.  Use seu dinheiro e suas posses com sabedoria. Não desperdice nem gaste demais.

61.  Em tempos de alegria, contenha a sua fala; no infortúnio, não despeje sua raiva sobre os outros.

62.  Não enalteça seus próprios méritos nem aponte os erros alheios.

63.  Não inveje nem suspeite. Méritos advêm das realizações e da ajuda aos outros.

64.  Não seja ganancioso em relação às posses alheias, nem mesquinho em relação às suas.

65.  Demonstre coerência entre atitude e pensamento. Não seja iluminado na teoria e ignorante na prática.

66.  Não fique sempre pedindo ajuda aos outros. Busque ajuda dentro de si mesmo.

67.  Faça de sua própria conduta um bom exemplo. Não espere benevolência dos outros, mas de si mesmo.

68.  Cultivar bons hábitos é a melhor maneira de manter uma vida íntegra e saudável.

69.  É melhor ser não-inteligente do que não-compassivo.

70.  A mente otimista é contemplada com um futuro brilhante.

71.  Construa seu próprio destino. Corra atrás das oportunidades ao invés de esperar que elas caiam do céu.

72.  Controle suas emoções e seu humor: não se deixe levar por eles.

73.  Elogio e ofensa fazem parte da vida. Não se apegue a eles – conserve sempre a paz interior

74.  A doação de órgãos ajuda a prolongar a vida além de propiciar recursos para as vidas de outros seres.

75.  Ouça o que os outros têm a dizer e anote a essência do que eles dizem.

76.  Olhe para si mesmo antes de acusar os outros. Somente uma avaliação honesta de seus méritos e deméritos lhe dá o direito de julgar os demais.

77.  Cumpra suas promessas.

78.  Não viole o direito dos outros para beneficiar a si próprio. Favorecer os demais, às vezes, é imperioso.

79.  Não sinta prazer em ridicularizar os outros. Ao contrário, aprenda a fazê-los felizes.

80.   Não critique, por inveja, a benevolência do outro. Respeite-o e siga seu bom exemplo.

81.  Não use de traição para obter vantagens.

82.  Os privilégios devem, antes de tudo, ser oferecidos às outras pessoas.

83.  Aprenda a aceitar as desvantagens. Saiba que, na verdade, elas são vantagens.

84.  Não se apegue a perdas e ganhos. Não faça comparações entre o que você e os outros têm ou deixam de ter.

85.  Seja sincero, impetuoso e educado.

86.  Harmonia, paz e tranqüilidade são a chave para o relacionamento com as pessoas.

87.  Respeito, reverência e tolerância são a tríade para manter boas relações com o mundo.

88.  A raiva não resolve problemas. Somente uma mente tranqüila e pacífica pode ajudar você a lidar com a vida.

89.  Relacione-se com pessoas virtuosas e bons mestres.

90.  Não contamine os outros com sua tristeza, nem leve preocupações para a cama.

91.  Busque prazer e alegria em tudo o que faz, e transmita isso a todos.

92.  Seja grato aos benevolentes e aos que prestam auxílio. Deixe-se tocar por seus atos virtuosos.

93.  Dê um toque de serenidade a tudo o que você fizer na vida.

94.  Não existe dificuldade ou facilidade absolutas. O esforço transforma dificuldade em facilidade, enquanto a indolência torna o fácil difícil.

95.  Ajude seus vizinhos e sua comunidade e participe dos eventos locais. Assim, você se tornará um voluntário da humanidade.

96.  Só a humildade gera o bem. A arrogância não traz nada mais que desvantagem.

97.  Aproxime-se de mestres virtuosos. Ouça-os, seja leal e não os desacate.

98.  Ajudar os outros é ajudar a si mesmo. Ter consideração pelos outros significa cuidar e amar a si próprio.

99.  Dê aos jovens oportunidades e ofereça-lhes orientação sempre que necessário.

100.  Cuide de seus pais e seja amoroso com eles.

Mestre Hsing Yün

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

A Disciplina Espiritual

O fundamento básico da meditação é purificar e experienciar a natureza verdadeira do corpo, dos pensamentos e das emoções. (...)
          
O estado sem corpo é o oposto da identificação com o corpo. Você está identificado com o corpo. Você não sente ‘Este é o meu corpo’, ao contrário, em algum nível você continua sentindo que ‘Eu sou o corpo’. (...)
          
Para abandonar a identificação com o corpo você tem que fazer algumas coisas. Você tem que aprender como abandoná-la. E quanto mais puro for o corpo, mais fácil será abandonar a identificação com ele. Quanto mais o corpo estiver num estado de pureza, mais rapidamente você se torna consciente de que você não é o corpo. Por isto, a pureza do corpo é a base e o estado sem corpo é o fruto final.
          
Como você pode aprender que você não é o corpo? Você terá que experienciar isto. Quando estiver de pé, sentado, dormindo ou andando, tente se lembrar, e se houver uma atenção correta, se houver um pouco de consciência das funções do corpo, você terá dado o primeiro passo para criar o vazio. 
          
Quando você estiver caminhando, olhe profundamente dentro de si, e você verá que existe alguém internamente que não está caminhando. Você está caminhando, suas mãos e pés estão se movendo, mas existe alguma coisa dentro de você que não está caminhando, que está apenas observando você caminhar.
          
Quando você tiver alguma dor na mão ou no pé, quando você tiver machucado o pé, então olhe para dentro, com atenção. Você está machucado ou é o seu corpo que está machucado e você está ficando identificado com a dor? Quando existir alguma dor no corpo, fique consciente: se a dor está acontecendo a você ou se você está simplesmente sendo uma testemunha da dor.
          
Quando você sentir fome, olhe com consciência para ver se você está com fome, ou se seu corpo está com fome, e você é apenas uma testemunha disto. E quando houver felicidade, também observe e sinta se essa felicidade está realmente acontecendo. 
          
Com tudo o que estiver acontecendo em sua vida, enquanto você estiver de pé, sentado, andando, dormindo ou despertando; o que precisa ser lembrado é estar atento para fazer um esforço constante e ver onde as coisas estão realmente acontecendo. Elas estão acontecendo verdadeiramente com você, ou você é apenas uma testemunha?
          
O seu hábito de identificação é profundo. Você pode até mesmo começar a chorar enquanto estiver assistindo um filme ou uma peça, ou pode começar a rir. Quando as luzes do teatro acendem, você secretamente enxuga as lágrimas para que ninguém as veja. Você chorou, ficou identificado com o filme. Você ficou identificado com o herói, o personagem, alguma coisa dolorida aconteceu com ele e você se identificou com esta dor e começou a chorar. 
          
Uma mente, ao pensar que tudo que ocorrer ao corpo está ocorrendo com você, está em estado de miséria e dor. E existe apenas uma causa para toda a sua miséria: a sua identificação com o corpo. E existe também apenas uma causa para felicidade: é quando sua identificação com o corpo se desmancha e você se torna consciente de que não é o corpo. 
         
Para isto é preciso a lembrança correta, atenção correta e observação correta das atividades do corpo. É um processo; o estado sem corpo acontecerá através da observação correta do corpo.
          É necessário observar o corpo. À noite, quando você for para a cama, é importante estar consciente de que o seu corpo está indo para a cama, não você. E pela manhã, ao sair da cama, é importante estar consciente de que seu corpo está saindo da cama, não você. Não foi você que dormiu, foi apenas o seu corpo. Quando você comer, esteja consciente de que seu corpo está comendo e quando você vestir roupas, esteja consciente de que as roupas estão cobrindo apenas o seu corpo, não você. Então, quando alguém machucá-lo, você será capaz de se lembrar de que é o corpo que está sendo machucado, não você. Desta maneira, com constante lembrança, num determinado ponto haverá uma explosão e a identificação será quebrada. 
          
Você sabia que quando está sonhando não há consciência de seu corpo? Você sabia que quando está em sono profundo você permanece inconsciente de seu corpo? Você se lembra de seu rosto? Quanto mais profundo você for dentro de si, mais você se esquece de seu corpo. Quando a consciência começa a retornar, a sua identificação com o corpo gradualmente retorna. De manhã, quando você acorda de repente, olhe para dentro e você será capaz de ver claramente que a sua identificação com o corpo também está acordando. Existe um experimento para quebrar esta identificação com o corpo. Se você fizer continuamente uma ou duas vezes por mês, ele irá ajudá-lo a quebrar a identificação. Tente compreender este experimento.
          
Relaxe o corpo da mesma maneira que nós estamos fazendo para a meditação da noite: faça com que o quarto fique escuro, dê sugestões a cada chakra, relaxando o corpo e entrando em meditação. Quando o corpo estiver relaxado e o seu ser estiver se tornado silencioso, sinta como se você estivesse morto. E torne-se consciente dentro de si, de que você está morto, de que as pessoas queridas estão se reunindo ao seu redor. Observe a imagem delas se reunindo em sua volta, o que elas estão fazendo, quais delas estão chorando, quem grita, quem está aflito. Observe-as com grande clareza; elas estarão visíveis para você.
          
Então veja que todas as pessoas da vizinhança, da localidade, assim como todas as pessoas queridas, se juntaram e amarraram seu corpo no caixão. Observe também isto. Veja as pessoas carregando o caixão e deixe que elas cheguem até o crematório, e então permita que elas o coloquem na pira funerária.
          
Observe tudo isto. Tudo é imaginação, mas se você experimentar tudo isto em sua imaginação, você será capaz de ver com clareza. E verá que elas puseram o seu corpo morto numa pira funerária; as chamas começaram a subir e o seu corpo morto começou a desaparecer.
          
Quando a sua imaginação alcançar o ponto em que o corpo morto desapareceu e a fumaça alcançou o céu, as chamas desapareceram no ar, e somente sobraram cinzas, imediatamente, com total consciência, olhe para dentro de si e veja o que está acontecendo. Naquele exato momento, de repente você descobre que não é o corpo, naquele momento a identificação será totalmente quebrada. 
          
Depois que já tiver feito este experimento muitas vezes, quando você levantar, quando você caminhar, quando você conversar, você saberá que você não é o corpo. Nós chamamos este estado de estado sem corpo. Alguém que venha a se conhecer através deste processo, se torna sem corpo.
          
Se você fizer isto todo o tempo, vinte e quatro horas por dia, caminhando, levantando-se, sentando-se, conversando e permanecendo consciente de que não é o corpo, então o corpo será simplesmente um vazio. É uma preciosidade rara saber que você não é o corpo. Nada é mais raro e nada é mais precioso que tornar-se desidentificado com o corpo. 
          
Depois que você fizer com o seu corpo este experimento do estado sem corpo, acontecerá dos seus pensamentos e suas emoções estarem purificados. E então, muitas mudanças começarão a acontecer em sua vida. Todos os seus erros e todos os seus atos inconscientes  estão conectados com o corpo. Você não comete um engano ou um ato errado que não esteja conectado ao corpo. E se você se tornar consciente de que não é o corpo, não haverá mais qualquer possibilidade de miséria em sua vida. 
          
Então se alguém cortá-lo com uma espada, você verá que ele cortou o seu corpo e estará consciente de que nada aconteceu a você. Você permanecerá intocado. Naquele momento você será como uma folha de lótus sobre a água. No momento em que você se torna consciente de seu estado sem corpo, a sua vida se tornará cheia de paz e sem perturbação. Então, evento algum, trovão ou tempestade, irá tocá-lo porque eles poderão tocar apenas o seu corpo. O impacto deles é apenas no seu corpo, eles afetarão apenas o corpo. Mas você pensa erroneamente que o impacto é em você, é por isto que você sofre e sente dor ou alegria.
          
Este é o primeiro estágio da disciplina espiritual: aprender a tornar-se livre do corpo. Não é difícil aprender e aqueles que se esforçam certamente conseguem experienciar. 
          
O segundo elemento da disciplina espiritual é a libertação dos pensamentos. Assim como eu disse que o estado sem corpo acontece através da observação correta do corpo, a liberdade dos pensamentos acontece através da observação correta dos pensamentos. O elemento básico da disciplina espiritual é a observação correta. Nesses três estágios você tem que olhar com atenção correta e observação correta tanto o corpo, como a mente e as emoções. 
         
Torne-se um observador da corrente de pensamentos que fluem através de sua consciência. Assim como alguém sentado ao lado de um rio observa o fluxo das águas, sente-se ao lado de sua mente e observe. Ou simplesmente como alguém sentado na floresta a observar os pássaros que voam enfileirados, sente-se e observe. Ou da mesma maneira que alguém observa o movimento das nuvens no céu, observe as nuvens de pensamento se movendo no céu de sua mente. Os pássaros de pensamentos voando, os rios de pensamento fluindo... da mesma maneira, silenciosamente nas margens, você simplesmente senta e observa o fluxo dos pensamentos. Não faça coisa alguma, não interfira, não os interrompa de maneira alguma, não os reprima. Se um pensamento estiver chegando, não o interrompa, se ele não estiver chegando, não o force a chegar. Você é simplesmente um observador. 
          
E nesta simples observação, você verá e experienciará que seus pensamentos e você são separados – porque você consegue ver que aquele que está observando os pensamentos está separado deles, é diferente deles. E quando você se torna consciente disto, uma paz estranha o envolve, porque você passa a não ter mais qualquer preocupação. Você poderá estar no meio de todos os tipos de preocupações, mas as preocupações não serão suas. Você poderá estar no meio de muitos problemas, mas os problemas não serão seus. Você poderá estar cercado por pensamentos, mas você não será os pensamentos. 
          
E se você se tornar consciente de que você não é seus pensamentos, a vida desses pensamentos começará a se enfraquecer, eles se tornarão cada vez mais sem vida. O poder de seus pensamentos está no fato de que você pensa que eles são seus. Quando você discute com alguém você diz, ‘Meu pensamento é...’ Nenhum pensamento é seu. Todos os pensamentos são distintos de você, separados de você. Seja apenas um observador deles.”

Osho

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

As Quatro Nobres Verdades Budistas



1ª - A Nobre Verdade do Sofrimento (Dukha Satya)
Nascimento é sofrimento; doença é sofrimento; morte é sofrimento. Tristeza, lamentação, dor, pesar e desespero são sofrimentos. Não ter o que se deseja é sofrimento; separação do que se deseja é sofrimento; união com o que não se deseja é sofrimento. Saudade é sofrimento; ser escravo de um passado já morto e de um futuro inexistente é sofrimento. Ser presa fácil de estímulos exteriores de toda ordem é sofrimento. Quando sopram os ventos da sensibilidade, nós vamos cegamente à sensualidade; quando sopram os ventos da raiva nós vamos cegamente à violência; quando sopram os ventos da agitação e da preocupação nós vamos cegamente em direção à ansiedade e à angústia; quando sopram os ventos da dúvida nós vamos cegamente ao ceticismo. Todo sofrimento – assim como toda a nossa felicidade – está na própria mente, pois nenhum inimigo nos poderá fazer tão infelizes quanto nossa mente mal dirigida. Também nenhum parente – seja pai, seja mãe, seja irmão – nos tornará tão felizes quanto nossa própria mente bem dirigida. Em resumo: os cinco agregados da existência quando objetos de apego, isto é,quando tomados como 'eu' e 'meu' são sofrimentos. Os cinco agregados da existência são: corpo, sensações, percepções, consciência e formações mentais 


2ª - A Nobre Verdade da Causa do Sofrimento (Mamudaya Satya)
Qual é a causa do sofrimento? É a ignorância, o desejo, o apego, a cobiça, o ódio e a ilusão. Mas, onde o desejo e a ignorância surgem? Onde estão suas raízes? Exatamente onde houver coisas deliciosas e agradáveis, lá o desejo e a ignorância surgem, lá eles têm as suas raízes. Visão, audição, olfato, paladar,tato e a mente são deliciosos e agradáveis; lá o desejo e a ignorância surgem, lá eles fincam raízes. Quando percebemos um objeto pela visão, se o objeto é agradável, a pessoa é atraída; e se é desagradável, a pessoa o repele. Então,seja qual for a sensação que experimente, se a pessoa o aprova e acha agradável; então, a sensação condiciona o desejo, e desejando a pessoa se apega ao objeto desejado. Assim, o desejo condiciona o apego. Quando a pessoa se apega, ela irá agir pela palavra ou pelo o corpo para possuir o objeto desejado. Deste modo, então, o apego condiciona a ação (Karma) ou processo de vir-a-ser. O processo de vir-a-ser (ou existência) condiciona o nascimento. Dependendo do nascimento, haverá decadência e morte, tristeza e lamentação, dor e pesar, ressentimento e desespero. Assim surge essa imensa massa de sofrimento.



3ª - A Nobre Verdade da Extinção da Causa do Sofrimento (Mirodha Satya)
O que é a extinção do sofrimento? É a completa erradicação e desaparecimento da ignorância, do desejo, do apego, da cobiça, do ódio e da ilusão, e, em conseqüência, o abandono e a libertação da ilusão do eu e do meu. Com a extinção da ignorância o desejo é extinguido. Pela cessação do desejo, cessa o apego. Pela cessação do apego o processo de vir a ser ou as ações (Karma) é extinguido. Pela cessação de vir-a-ser, o nascimento é extinguido. Pela cessação do nascimento, decadência e morte, tristeza e lamentação, dor e pesar, ressentimento e desespero serão extinguidos. Assim, se dá a extinção de toda esta massa de sofrimento.


4ª - Nobre Verdade da Senda que Leva à Extinção do Sofrimento (MaggaSatya)
Os dois extremos e a Senda do meio. Os prazeres sensuais, o comum, o vulgar, o mundano, sem qualquer sentido para o progresso na Senda espiritual. Ou: a mortificação do corpo que é dolorosa e também sem vantagem qualquer para a vida santa. Ambos estes extremos, o iluminado evitou e descobriu a Senda Média, a qual propícia qualquer um ver e compreender, que leva à paz, ao discernimento, à iluminação e ao Nirvana. A Senda Óctupla (Senda do Meio): 1) Linguagem Correta; 2) Ação Correta;3) Modo de Vida Correto; 4) Esforço Correto; 5) Atenção Plena e Correta; 6)Concentração Correta;7) Compreensão Correta; 8) Pensamento Correto.

Frases Budistas




O ódio nunca desaparece, enquanto pensamentos de mágoas forem alimentados na mente. Ele desaparece, tão logo esses pensamentos de mágoa forem esquecidos. 
(Sakyamuni).


Se o telhado for mal construído ou estiver em mau estado, a chuva irá entrar na casa; assim a cobiça facilmente entra na mente, se ela é mal treinada ou fora de controle. 
(Sakyamuni).


Uma mente perturbada está sempre ativa, saltitando daqui para lá, sendo difícil de controlar; mas a mente disciplinada é tranqüila; portanto, é bom ter sempre a mente sob controle. 
(Sakyamuni).


Aquele que protege sua mente da cobiça, e da ira, desfruta da verdadeira e duradoura paz.
(Sakyamuni).


Numa viagem, um homem deve andar com um companheiro que tenha a mente igual ou superior a sua; é melhor viajar sozinho do que em companhia de um tolo. 
(Sakyamuni).


Um amigo insincero e mau é mais temível que um animal selvagem; a fera pode ferir-lhe o corpo, mas o mau amigo pode lhe ferir a mente. 
(Sakyamuni).


O leite fresco demora em coalhar; assim, os maus atos nem sempre trazem resultados imediatos. Esses atos são como brasas ocultas nas cinzas e que, latentes, continuam a arder até causar grandes labaredas. 
(Sakyamuni).


Um homem será tolo se alimentar desejos pelos privilégios, promoção, lucros ou pela honra, pois tais desejos nunca trazem felicidade, pelo contrário, apenas trazem sofrimentos. 
(Sakyamuni).


Um bom amigo, que nos aponta os erros e as imperfeições e reprova o mal, deve ser respeitado como se nos tivesse revelado o segredo de um oculto tesouro. 
(Sakyamuni).


Um rochedo não é abalado pelo vento; a mente de um sábio não é perturbada pela honra ou pelo abuso. 
(Sakyamuni).


Dominar-se a si próprio é uma vitória maior do que vencer a milhares em uma batalha. 
(Sakyamuni).


Viver apenas um dia ou ouvir um bom ensinamento é melhor do que viver um século sem conhecer tal ensinamento. 
(Sakyamuni).


Aqueles que se respeitam e se amam a si mesmos devem estar sempre alerta, a fim de que não o sejam vencidos pelos maus desejos. 
(Sakyamuni).


Cada um é senhor de si mesmo, deve depender de si próprio; deve, portanto, controlar-se a si próprio. 
(Sakyamuni).


O segredo da saúde da mente e do corpo está em não lamentar o passado, em não se afligir com o futuro e em não antecipar preocupações; mas está no viver sabiamente e seriamente o presente momento. 
(Sakyamuni).


Não viva no passado, não sonhe com o futuro, concentre a mente no momento presente. 
(Sakyamuni).


Vale a pena cumprir bem e sem erros o dever diário; não procure evitá-lo ou adiá-lo para amanhã. Fazendo logo o que hoje deve ser feito, poder viver um bom dia. 
(Sakyamuni).


A sabedoria é o melhor guia e a fé, a melhor companheira. Deve-se pois, fugir das trevas da ignorância e do sofrimento, deve-se procurar a luz da Iluminação. 
(Sakyamuni).


Tudo é mutável, tudo aparece e desaparece; só pode haver a bem-aventurada paz quando se puder escapar da agonia da vida e da morte. 
(Sakyamuni).


Não é um deus que julga as pessoas, mas é a própria pessoa que faz o julgamento de si mesmo. 
(Daisaku Ikeda).


A pessoa que não pode viver significativamente hoje não o pode esperar levar uma vida brilhante amanhã . Não importando que grandes planos a pessoa possa fazer, se não valorizar cada momento, será o exatamente como muitos castelos no ar. Todas as causas no passado e todos os efeitos no futuro estão condensados dentro do momento presente da vida. Se melhoramos ou não o nosso estado de vida neste momento, determinar se podemos expiar as maldades que causamos desde o infinito passado e se seremos capazes de acumular a boa sorte que permanecer por toda a eternidade.
(Daisaku Ikeda).


O que somos hoje e o que seremos amanhã depende de nossos pensamentos. Se procedo mal, sofro as conseqüência; se procedo bem, eu mesmo me purifico. 
(Sakyamuni).


Eu sou o resultado de meus próprios atos, herdeiros de atos; atos são a matriz que me trouxe, os atos são o meu parentesco; os atos recaem sobre mim; qualquer ato que eu realize, bom ou mal, eu dele herdarei. Eis em que deve sempre refletir todo o homem e toda mulher. 
(Sakyamuni).


Bem farias em te examinares e refletires sobre a ti mesmo. 
(Sakyamuni).


Em nossas vidas há momentos de alegria e de sofrimento. Se conseguirmos entender que sempre haverá bons e maus, poderemos gradualmente a não o esperar somente bons momentos, e nem a detestar os maus. 
(Daisaku Ikeda).


Seja como for, a grandiosa Revolução Humana de uma única pessoa irá um dia impulsionar a mudança total do destino de um país e, além disso, será capaz de transformar o destino de toda a humanidade. 
(Daisaku Ikeda).


Por mais que na batalha se vença a um ou mais inimigos, a vitória sobre a si mesmo é a maior de todas as vitórias. 
(Sakyamuni).


Existe uma única estrada e somente uma, e essa é a estrada que eu amo. Eu a escolhi. Quando trilho nessa estrada as esperanças brotam, e, o sorriso se abre em meu rosto. Dessa estrada nunca, jamais fugirei. 
(Daisaku Ikeda).


Eu e meus discípulos, mesmo que ocorram vários obstáculos, desde que não se crie a dúvida no coração atingiremos naturalmente o Estado de Buda 
(iluminação), não duvidem dos benefícios do Sutra de Lótus, mesmo que não haja proteção dos céus, não lamentem a ausência de segurança e tranqüilidade na vida presente. Embora tenha ensinado dia e noite a meus discípulos, todos criaram dúvidas abandonaram a fé. O que é costumeiro no tolo é esquecer nas horas cruciais o que prometera nas horas normais. 
(Nitiren Daishonin).


É comum dizer, que se for para vivermos problematicamente, tristes, angustiados, vencidos, então não há necessidade de sermos budistas; para que sermos budistas, se não melhoramos em nada? Para viver fracassadamente não há necessidade de religião. Não podemos viver de forma fracassada, temos que vencer, temos que superar nossos problemas, temos que justificar a nossa existência com realizações. 
(Daisaku Ikeda).


Desistir de aprender é egoísmo. Este é um ditado que eu gosto muito. Quando acalentamos o desejo de aprender mais, nossas vidas estarão repletas de genuína vitalidade e brilho. 
(Daisaku Ikeda).


Atualmente existem pessoas que tem fé no Sutra de Lótus. Entretanto alguns crêem em como chamas ardentes, enquanto outros como a água corrente. Quando os primeiros ouvem sobre o Budismo, entusiasmam-se como o fogo, mas quando permanecem afastados, são dominados pela mente disposta a abandonar a fé. Como água corrente - significa crer continuamente sem nunca retroceder. 
(Nitiren Daishonin).


Assim como uma pequena planta deve enfrentar muitos obstáculos antes de se transformar numa árvore, nós precisamos experimentar muitas dificuldades no caminho da felicidade absoluta. 
(Nitiren Daishonin).


Diante da honestidade dos companheiros não há outra forma senão responder com nossa honestidade e, a sinceridade com sinceridade. 
(Nitiren Daishonin).


Se um mestre sustenta um mau discípulo, ambos cairão no inferno. 
(Nitiren Daishonin).


A fraqueza humana e a estupidez são as mesmas, hoje em dia. Quando as pessoas ingressam em alguns campos de atividades, como a política onde são tratados com glória e com respeito da sociedade, embora no início parecem não esquecerem-se de seu propósito original de empenha-se "pela causa do povo", mais tarde são propensos a serem levados pelos desejos de fama e fortuna. Existem aqueles que, a despeito da promessa em seus anos mais jovem, quando chega a época em que alcançam 40 ou 50, não são capazes de controlar a si mesmos. A fim de prevenir tais ocorrências, é de máxima importância que, seja qual for o campo em que esteja envolvido sempre mantenha a humildade em sua mente, para receber orientações sobre a fé. Você deve compreender que mais uma vez que se desligue espiritualmente de seus veteranos na fé e da organização, estará sempre numa situação perigosa. 
(Daisaku Ikeda).


O Senhor deve crer no Sutra de Lótus tal como deseja ardentemente por alimento quando está com fome, ou por água quando está com sede, espera ansiosamente para ver seu amor, procura remédio para sua doença ou como uma linda mulher que deseja cosméticos. 
(Nitiren Daishonin).


Mesmo que estude o Budismo se não perceber a natureza de sua própria vida, não pode-se afastar do sofrimento da vida e morte. Se procura o caminho fora de si mesmo e tenta praticar as mais variadas formas de exercícios e de bondade, isto é igual a um pobre que calcula dia e noite a fortuna do seu vizinho e não obtém um tostão sequer para si. 
(Nitiren Daishonin).


Se o ensino é superior, a pessoa que o abraça é digna de respeito. Assim sendo, desprezar essa pessoa é o mesmo que desprezar o próprio ensino. Isto é comparável a atitude de censurar uma criança, cujo ato é ao mesmo tempo uma censura aos pais. 
(Nitiren Daishonin).


Se o mau carma do passado de uma pessoa não é expiado no presente, ela dever passar pelos sofrimentos do inferno no futuro. Mas, se experimentar extremas privações presente por causa do Sutra de Lótus, os sofrimentos do inferno dissipar-se-ão instantaneamente. 
(Nitiren Daishonin).


Um marido e sua esposa são tão íntimos como um corpo e sua sombra, as flores e seus frutos, ou as raízes e suas folhas em cada existência da vida. Os insetos comem as árvores em que vivem, e os peixes bebem da água em que nadam. Se a grama murcha, as orquídeas sofrem, e se os pinheiros prosperam, os carvalhos exultam. Mesmo as arvores e as gramas estão intimamente relacionadas. 
(Nitiren Daishonin).


O tesouro do corpo é mais valioso do que aquele guardado no cofre, e o tesouro acumulado no coração é mais valioso do que o tesouro do corpo. Portanto, dedique-se em acumular o tesouro do coração. 
(Nitiren Daishonin).


Ensinar as pessoas significa lubrificar as rodas para que as mesmas possam girar; ou fazer flutuar um navio para que o mesmo possa ser movimentado facilmente. 
(Nitiren Daishonin).


O fato das orações não terem encontrado resposta é comparável a um forte arco com uma corda frágil ou uma boa espada nas mão de um covarde. Não é de modo algum uma falha do Sutra de Lótus. 
(Nitiren Daishonin).


Se você aponta o erro com ardente desejo de corrigí-lo, você estará agindo bem. Por outro lado, se agir comandado pelo senso de crítica e injúria, você estará cometendo um pecado, mesmo que seja verdade. 
(Nitiren Daishonin).


A covardia e a vaidade são os grandes inimigos da prática da fé. As pessoas com fé inclinadas para a covardia e vaidade não podem alcançar a iluminação. A prática da fé é senão o corajoso ato de avançar com espírito de leão nas horas cruciais ou nos momentos que surgem as dificuldades. 
(Daisaku Ikeda).


Sua mente, agora desnorteada pela escuridão inata da vida, é como um espelho embaçado, mas, se polir, é certo que tornar-se-á claro como cristal de iluminação das verdades imutáveis. Manifeste-se na prática da fé, polindo seu espelho incessantemente, dia e noite. 
(Nitiren Daishonin)


De acordo com o Sutra, se a mente das pessoas é impura, sua terra também será impura. Pelo contrário, se suas mentes são puras, assim será sua terra. Em uma palavra não há duas terras pura e impura ao mesmo tempo. A diferença está na mente, boa ou má, das pessoas. 
(Nitiren Daishonin).


Aqueles que crêem no Sutra de Lótus, são o como o inverno: o inverno nunca falha em se tornar primavera. Desde os antigos, nunca ouvi ou vi o inverno tornar-se outono. Nem tenho sequer ouvido de algum crente no Sutra de Lótus que se tornou um mortal comum. Uma passagem do Sutra diz: Se ouvirem desta Lei, não há ninguém que não o atinja o Estado de Buda. 
(Nitiren Daishonin).


Existe, definitivamente, algo extraordinário no avançar e no recuo da maré, no levantar e no descer da lua, e nas mudanças das estações. Algo incomum acontece também quando uma pessoa comum atinge o Estado de Buda. Indubitavelmente, com o aparecimento dos três obstáculos e quatro maldades, o sábio alegrar-se-á, e o tolo se acovardará. 
(Nitiren Daishonin).


Quando uma pessoa chega ao fim de sua sorte, qualquer estratégia que seja, será inútil. Quando a boa sorte de uma pessoa esgotarem mesmo seus súditos não o mais a seguirão. 
(Nitiren Daishonin).


Considere seu serviço como exercício do Sutra de Lótus. Sobre o mesmo, Tientai, o Grande disse: Nenhuma atividade da sociedade, política, econômica, cultural, industrial, etc, são diferentes dos princípios do Budismo. 
(Nitiren Daishonin).


O Budismo é como o corpo e a sociedade a sombra. Quando o corpo se curva, assim o faz a sua sombra. 
(Nitiren Daishonin).


A própria vida é o mais alto precioso de todos os tesouros do universo. Mesmo os tesouros do universo inteiro não podem igualar ao valor de uma única vida humana. A vida é como uma chama, e o alimento como o óleo que lhe permite queimar. 
(Nitiren Daishonin).


Se o senhor deseja se livrar-se dos sofrimentos de nascimento e morte que vem suportando por eras eternas e deseja alcançar a suprema iluminação nesta existência, deve despertar para a verdade mística que sempre existiu dentro da sua vida. 
(Nitiren Daishonin).


Acima de tudo a miséria tem causas nas religiões heréticas e nas doutrinas falsas. 
(Daisaku Ikeda).


Mesmo que tente distorcer a verdade, certamente chegará o momento em que ela será provada, ou melhor, devemos comprová-lá a todo custo. Da mesma forma, mesmo que o mal seja camuflado por todos os meios, ele será um dia desmascarado para então encontrar a sua ruína e desaparecer. 
(Daisaku Ikeda).


Quero dizer uma coisa a você. Mesmo se alguém lhe disser: fuja, desista! Deve responder-lhe; jamais! Viva jovial e corretamente cada dia, sempre. 
(Daisaku Ikeda).


Não seja impaciente. A felicidade nem sempre está longe de si. 
(Jossei Toda).


Maus amigos são aqueles que falando candidamente, insinuando, bajulando e fazendo habilidoso uso das palavras, conquistam o coração dos ignorantes e destroem a bondade da mente das pessoas. 
(Nitiren Daishonin).


Bons amigos são aqueles que nos instruem na fé, empenham-se conosco para aprofundar nossa prática e estudo, e trabalham em harmonia conosco para o avanço da Paz Mundial. 
(Nitiren Daishonin).


Sem temer os obstáculos e maldades que surgem de dentro ou de fora, devemos atacá-los e combatê-los, e esta conquista irá fortalecer a nossa fé. Com isso, poderemos ensinar e converter outras pessoas e receber benefícios maiores do que o necessário para erradicar os débitos do passado. Da mesma forma, como o veneno se transforma em remédio, podemos transformar a infelicidade em boa sorte como também evidenciar em nós mesmos a Lei que possibilita o acesso a suprema felicidade. 
(Makiguti).


Ninguém que se declara meu discípulo jamais deve tornar-se covarde. Um covarde não pode ter nenhuma de suas orações respondidas. Os discípulos de Nitiren não poderão realizar nada se forem covardes. 
(Nitiren Daishonin).


Mesmo quando vocês são derrotados podem criar uma causa para a vitória futura, e há ocasião sem que, embora vençam, podem criar uma causa para uma derrota futura. 
(Jossei Toda).


Quanto mais evitarem qualquer acomodação, mais nitidamente conseguirão distinguir entre é certo e o errado. Não sou eu quem diz isto, este é o desejo, o espírito de Nitiren Daishonin. 
(Daisaku Ikeda).


Se você não tem a coragem de ser um inimigo do mal, então também não pode ser um amigo do bem. 
(Makiguti).


Pessoas que odeiam serem superadas pelos seus membros, que ressentem de não serem o centro das atenções, que sentem ciúmes dessas coisas, possuem uma mente pequena. Elas estão no mais baixo estado da existência humana e são os mais baixos seres humanos. 
(Daisaku Ikeda).


Aqueles que ardentemente auxiliam seus membros a desenvolverem-se tornarem-se grandes indivíduos, enquanto apoiam alegremente e observam seu crescimento, são líderes entre os líderes. 
(Daisaku Ikeda).


Estamos sujeitos a termos algum desacordo familiar em algumas ocasiões, porém jamais devemos negligenciar o nosso esforço para o desenvolvimento e progresso. 
(Daisaku Ikeda).


O relacionamento entre marido e mulher é muito profundo e se relaciona de incontáveis existências. Ciente disso, não devemos destruir este relacionamento com assuntos insignificantes e sim, fortificá-los através da prática da fé. 
(Daisaku Ikeda).


Para se ter boa saúde, para trazer a verdadeira felicidade a família, para trazer paz a todos, deve-se disciplinar e controlar a própria mente. Se um homem puder controlar a mente, poder encontrar o caminho da Iluminação, e toda sabedoria e virtude a ele virá o com naturalidade. 
(Sakyamuni).


Assim como as pedras preciosas são tiradas da terra, a virtude surge dos bons atos e a sabedoria nasce da mente pura e tranqüila. Para se andar com segurança, nos labirintos da vida humana, é necessário que se tenham como guias a luz da sabedoria e virtude. 
(Sakyamuni).


O homem que busca a fama, a riqueza e casos amorosos é como uma criança que lambe mel na lâmina de uma faca. Ao lamber e provar a doçura do mel, a criança corre o risco de ter a língua ferida. É como o tolo que carrega uma tocha contra o vento forte; corre o risco de ter o rosto e as mãos queimados. 
(Sakyamuni).


Por trás dos desejos e paixões mundanas que a mente abriga, acha-se latente, clara e incorruptível, a fundamental e verdadeira essência da mente. 
(Sakyamuni).


Tudo é, portanto criado, controlado e regido pela mente. Assim como o carro segue o boi que o puxa, o sofrimento segue a mente que se cerca de maus pensamentos e de paixões mundanas. 
(Sakyamuni).


Não importando os problemas que possam lhes ocorrer, os senhores deverão considerá-los transitórios quanto os sonhos, e encher seus corações com o Sutra de Lótus. 
(Nitiren Daishonin).


Mesmo que fosse possível errar ao apontar a terra, que alguém fosse capaz de unir os céus, que a maré não tivesse fluxo e nem refluxo, que o sol se levantasse no oeste, jamais aconteceria das orações do Devoto do Sutra de Lótus ficarem sem ser concretizadas. 
(Nitiren Daishonin).


Sofra o que tiver que sofrer, desfrute o que existe para ser desfrutado, considere tanto o sofrimento como a alegria como fatos da vida e continue orando, não importando o que acontecer, e então experimentará a grande alegria da Lei. 
(Nitiren Daishonin)


Fortaleça sua fé dia após dia, mês após mês. Se enfraquecer mesmo um pouco, os demônios aproveitar-se-ão. 
(Nitiren Daishonin).


Um indivíduo que escala uma montanha eventualmente terá que descer. Uma pessoa que insulta a outra, será desprezada. Alguém que deprecia o belo, nascerá feio. Quem rouba o alimento e roupa de outros, nascerá no mundo da fome... Esta é a Lei de Causa e Efeito. 
(Nitiren Daishonin).


Todos os fenômenos físicos e mentais manifestam-se em uma existência. é crucial então o que a nossa vida seja orientada através da fé, mesmo em um simples momento. Todos os pecados são como geada e as gotas de orvalho, que rapidamente se evaporam sob os raios do sol da sabedoria. 
(Nitikan Shonin).


Não tenham medo em seus corações de coisas como elefantes selvagens. Porém, o que devem temer são as más companhias! Um elefante selvagem destrói apenas o corpo da pessoa; ele não pode destruir seu coração. No entanto, a má companhia destrói ambos. Se você for morto por um elefante selvagem, não cairá em nenhum dos três maus caminhos 
(inferno, fome e animalidade). Mas se as más companhias o levarem a morte, você certamente cairá em um dos três! 
(Sakyamuni).


As pessoas de grande arrogância não o possuem integridade, estão vacilando, mudando de opinião conforme a situação. 
(Daisaku Ikeda).


A causa da derrota não se encontra no obstáculo ou no rigor das circunstâncias; está no retrocesso na determinação e na desistência da própria pessoa. Se falasse em dificuldades, tudo realmente era difícil. Se falasse em impossibilidades, tudo realmente era impossível. Quando o ser humano regride em sua decisão os problemas que se erguem em sua frente acabam parecendo maiores e confundem-no como uma realidade imutável. A derrota encontra-se exatamente nisso. 
(Daisaku Ikeda).


Há sombras nas trevas, mas as pessoas não conseguem discerni-las. Há trilhas no céus por onde os pássaros voam, mas as pessoas não as reconhecem. Há caminhos no mar por onde os peixes nadam, mas as pessoas não os percebem. 
(Nitiren Daishonin).


A morte não é a maior tragédia do ser humano, é pior quando algo vital dentro da pessoa morre enquanto ela ainda está viva. Essa morte é certamente a coisa mais temível e trágica. 
(Daisaku Ikeda).


Cada um dos senhores deve reunir a coragem do leão e jamais sucumbir as ameaças de ninguém. O leão não teme nenhum outro animal, nem tampouco seus filhotes temem. 
(Nitiren Daishonin).


Se o mau carma de uma pessoa não é expiado nesta existência, ela deverá passar pelos sofrimentos do inferno no futuro. Mas, se experimentar extremas privações por causa do Sutra de Lótus, os sofrimentos do inferno dissipar-se-ão instantaneamente. 
(Nitiren Daishonin).


Não devemos acreditar apenas em palavras, em posição ou ideologia. É a personalidade da pessoa e suas ações o que importam. 
(Daisaku Ikeda).
Jamais permita que os impasses da vida o pertubem. Afinal, ninguém pode escapar dos problemas, nem mesmo santos ou sábios. Sofra o que tiver que sofrer. Desfrute o que existe para ser desfrutado. Considere tanto o sofrimento como a alegria como fatos da vida.


As pessoas não existem em função da religião. É a religião que existe em função das pessoas. Mesmo na política não é o povo que existe em função dos políticos. São os políticos que existem em função do povo. No ensino, os professores existem em função dos alunos. Os médicos existem, acima de tudo, em função dos pacientes. Também a existência dos advogados, cientistas, jornalistas, tudo se resume em função do povo. Entretanto, na maioria das vezes, essa posição está invertida. Utilizam-se do povo para os seus próprios interesses e satisfações.
Aqueles que exploram a religião para seus próprios fins egoístas oprimem e denigrem as pessoas. Eles tiram impiedosamente vantagens dos outros, apossando-se do que podem e então, cruelmente, deixam as pessoas de lado quando não tem mais nada a oferecer. Da mesma forma, aqueles que exploram o mundo da política para o seu próprio fim compartilham do mesmo desprezo pelas pessoas. Os senhores não devem ser enganados por esse tipo de pessoa. As pessoas não existem para beneficiarem os líderes. O que deve ocorrer é justamente o oposto. Os líderes, inclusive políticos e clérigos existem para beneficiar as pessoas. Os professores por sua vez, existem para o bem dos estudantes. Entretanto, muitos dos que se encontram em posições de liderança comportam-se arrogantemente, denigrem as pessoas. 
(Daisaku Ikeda).


Seria maravilhoso não ter que encontrar dificuldades, no entanto da mesma forma que os exames estimulam os estudos de uma pessoa, sem as dificuldades não pode haver progresso ou desenvolvimento. Não agir pelo bem é o mesmo que corresponder ao mal. Não avançar é o mesmo que retroceder. Fugir perante a luta é o mesmo que abandonar a fé. "O desespero é o refúgio dos tolos" - assim diz o ditado. Enquanto mantiverem a esperança, enquanto empreenderem ações corajosas para lutar, podem estar certos de que a primavera irá chegar novamente. Um provérbio russo diz: "Não existe inverno no reino da esperança." 
(Daisaku Ikeda).


Somente o conhecimento não é suficiente. Somente quando o conhecimento alia-se a sabedoria é que uma pessoa pode atingir a vitória na vida. Sem sabedoria, não se pode distinguir as pessoas boas ou más. 
(Daisaku Ikeda).


A oração é a energia da vida, permeando todo o universo e tornando-se força motriz para a mudança. 
(Daisaku Ikeda).


Cada um tem sua própria posição e papel a desempenhar. Os senhores tem a sua própria missão que somente os senhores podem concretizar. 
(Daisaku Ikeda).


Cada qual pagará a si mesmo pela má ação que cometeu. Praticando uma boa ação, cada qual se purificará a si mesmo. Não se pode purificar uns aos outros. 
(Sakyamuni)


Minhas obras são meu bem; minhas obras são minha herança; minhas obras são o seio que me leva; minhas obras são a razão a qual pertenço; minhas obras são meu refúgio. 
(Sakyamuni).


Aquele que percebe a existência da dor e conhece sua causa, remédio e extinção, compreende as quatros nobres verdades está no bom caminho. Seu reto propósito de ser a luz que iluminar seus passos, e a palavra verdadeira, o seu refúgio. Caminhar em linha reta, porque reta é a conduta. 
(Sakyamuni).


Feliz aquele que vence o egoísmo, alcança a paz, encontra a verdade. A verdade liberta-nos do mal; não há no mundo libertador igual. Confia na verdade, mesmo que não sejais capazes de compreendê-la, mesmo que no começo vos pareça amarga a sua doçura. 
(Sakyamuni)


O louco que reconhece sua loucura possui algo de prudente; porém, o louco que se presume sábio esse está realmente louco. 
(Sakyamuni).


Não busco recompensa alguma, nem mesmo renascer num paraíso; procuro, porém, o bem dos homens, procuro reconduzir os que saíram do Caminho, alumiar os que vivem nas trevas e no erro, banir do mundo toda pena e sofrimento. 
(Sakyamuni).


A fama é passageira. É como uma miragem ou luz de vaga-lume. Como Nitiren Daishonin diz, "ser elogiado por tolos - essa é a maior vergonha." A fama nada tem a ver com felicidade. Não estamos vivendo meramente pela popularidade ou fama, transitórias como a espuma sobre a água. Estamos avançando ao longo do supremo caminho de vida, que se levanta sobre todos os fenômenos efêmeros. 
(Daisaku Ikeda).


Não são poucas as vezes que as diversas formas de infelicidade nesta vida são provocadas por erros de decisão ou escolha. Portanto é errado considerar que todos os acontecimentos são manifestações de carmas ou destinos pré-determinados. Com base nesse ponto, concluímos que precisamos ter sabedoria no momento em que tomamos decisões na vida e em nossas ações diárias. Por exemplo: uma pessoa que ganhe 100 reais por mês e gasta 150 reais, certamente irá sofrer com os cobradores e a falta de dinheiro. Assim começará a se lamentar dizendo sofrer de "carma financeiro". A falta de sabedoria e o erro de decisão provocaram a manifestação de um sofrimento, e esse sofrimento em si é efeito do carma. 
(Daisaku Ikeda).


Se cada um for invencível, não haverá problemas sem solução. Quando tivermos este espírito, o nosso potencial aumentar ainda mais e nenhum objetivo ficar sem ser concretizado. Todos os problemas terão solução todos os sofrimentos serão transformados em felicidade.
(Daisaku Ikeda).


Nós todos fazemos parte da grande família da humanidade e somos moradores em comum de uma imensa casa chamada terra. Não há outra forma senão nos entendermos. Não há por que não chegarmos a um entendimento através de um sincero diálogo. Ao menos devemos nos esforçar e nos empenhar ao máximo para isso. Quem não se esforça nesse sentido demonstra uma grande arrogância em relação as pessoas. Além disso, na maioria das vezes, existe por trás disso um espírito covarde que tenta proteger a si mesmo. 
(Daisaku Ikeda).


Obviamente, desde que somos seres humanos, eternamente existirão algumas espécies de conflitos, rivalidades ou mesmo divergências de opiniões. Entretanto, terminantemente, jamais haver a necessidade de nutrirem-se de ódio ou mesmo matarem-se uns aos outros. 
(Daisaku Ikeda).


As pessoas não são nobres desde o nascimento, mas se enobrecem através de suas ações. As pessoas não são medíocres desde o seu nascimento, mas tornam-se assim através de suas ações. Se existem alguma diferença entre as pessoas, então essa diferença está somente nas suas realizações. 
(Daisaku Ikeda).


O valor de uma religião depende de sua capacidade de conter a ambição, o ódio e a insensatez. Não se deve confiar na mente que está cheia de cobiça, ira e estultícia. Não se deve deixar a mente desenfreada, deve-se mantê-la sob rígido controle. É muito difícil ter o perfeito controle mental. Aqueles que buscam a Iluminação devem livrar-se primeiro do fogo de todos os desejos. O desejo é como fogo devastador, e aquele que está trilhando o caminho da Iluminação deve evitar o fogo do desejo, assim como o homem que carrega um fardo de feno evita as chamas. É loucura um homem arrancar seus olhos, pelo temor de ser tentado pelas formas bonitas. A mente é o senhor e se ela estiver sob controle, os menores desejos desaparecerão.
(Sakyamuni).

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